11/04/2014 às 01h49m

Figurinhas da Copa: fenômeno que atravessa o tempo

Febre chega cada vez mais forte às vésperas do Mundial

Salve, galera. Mais uma vez, com "A Cultura do Futebol", em FutRio.net.

A Copa do Mundo está chegando e, com ela, uma febre que move fãs de futebol de todas as idades, das crianças aos idosos. Mesmo as mulheres, alheias em sua maioria ao futebol, na maior parte do tempo, se deixam levar pela mania. É claro que só podíamos estar falando das figurinhas do Mundial, que começam a ser vendidas a dois meses do começo da maior competição do planeta.

Em 2014, o álbum de figurinhas volta a ser veiculado e promete bater recordes de vendas. Eu, é claro, já tenho o meu. No entanto, luto contra um tabu histórico: nunca consegui completar um, mesmo após o fim do Mundial. O ano em que estive mais perto de conseguir isso foi em 2002, quando ficaram faltando 31 cromos para fechar o álbum inteiro. Mas colecionar em todos esses Mundiais foi um passatempo muito divertido.

Quando se diz que a tradição das figurinhas da Copa vai através das décadas, não é exagero. Por mais que seja uma prática mais popular entre as crianças, ainda é possível encontrar uma série de amantes do futebol que colecionaram os cromos da Copa de 1982, por exemplo, e que voltam a fazer isso antes do Mundial do Brasil. Por aqui, a primeira publicação exclusivamente direcionada ao campeonato foi em 1950.

Antigamente, as figurinhas eram fixadas nos álbuns com cola. Porém, a partir de 1970, os adesivos passaram a ser utilizados, tornando mais prático o uso e diminuindo o risco de sujar as páginas, ou mesmo colá-las. Foi justamente neste ano que a Panini, empresa italiana, passou a fabricar o álbum. Até hoje, é ela que distribui ao mundo inteiro as imagens dos grandes jogadores do futebol internacional.

O álbum de 1982, da Copa da Espanha, marcou uma geração no Brasil. As figurinhas vinham nas embalagens da goma de mascar Ping Pong. Em seis meses, foram vendidos 600 mil álbuns. Mesmo com a derrota brasileira, a peça ficou para a história. Há quem o guarde até hoje. Entre os mais recentes, se destacam álbuns como os de 1990 e 1994. O primeiro que vi foi o do Mundial da minha infância, o de 1998. Mas, naquela época, nem tinha colar figurinhas como hobby...

Meu primeiro álbum foi o de 2002, que quase completei. Mas deu sorte, o Brasil foi campeão. Anotei o que via: o número da camisa dos jogadores, a tabela e muito mais. Tanto é que que as páginas não resistiram ao tempo e desprenderam-se. Descuido? Pode até ser, mas a verdade é que o usei demais. A prova é que os álbuns de 2006 e 2010, esvaziados, estão intactos.

Para o deste ano, ainda não tirei nenhum jogador da Seleção Brasileira. Nem uma página foi completa ainda. Mas logo todos os craques virão. Que nem o Zidane de 2002, que ganhei jogando bafo na escola. E foi inesquecível, porque era a figurinha que todo mundo queria. Aprendi a jogar só por causa do Zizou. Completei a França, pelo menos. Aos que estiverem interessados para trocar e conversar sobre álbuns, juntem-se a mim.

Livro de cabeceira
O futebol é um poço de criatividade, isso não se pode negar. Mas e quando a criatividade transcende as quatro linhas? O esporte é capaz disso, e como é. Para ter uma prova, é só ler "A História da Seleção Brasileira em Cordel" (Ed. Bom Texto, 104 páginas). O título explica tudo, contando histórias como os Mundiais de 50, 70 e tantos outros.

Jogando por música
Saiu a música da Copa do Mundo deste ano, mas não achei grande coisa. Lembremos então da canção do Mundial de 1990. "Un'estate italiana", de Edoardo Bennato e Gianna Nannini, foi sucesso na época. Ouçamos.


Semana que vem, tem mais aqui na nossa coluna. Abraço a todos.

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O Autor

Gabriel Andrezo é narrador, repórter e amante do esporte mais popular do mundo.

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