06/09/2018 às 18h21m

Leônidas da Silva, o Diamante Negro, nascia há 105 anos

Um craque dos primórdios do futebol, orgulho do Bonsucesso

Nesta quarta-feira (6), completam-se 105 anos do nascimento de Leônidas da Silva. Um dos grandes jogadores de sua geração o "Diamante Negro" pode ser considerado o primeiro popstar do futebol brasileiro, já que sua imagem foi muitas vezes vinculada a propagandas e até a filmes no cinema, como não havia acontecido até então com nenhum outro jogador. O craque é um dos grandes orgulhos do Bonsucesso, onde brilhou no começo da carreira, mas a honra de ser o primeiro clube do lendário atacante é bastante discutida.

Leônidas nasceu em 6 de setembro de 1913. Embora tenha jogado pela primeira vez num time profissional pelo Syrio & Libanez, aos 16 anos, o São Cristóvão contesta para si ser o revelador do jogador, embora ele não tenha defendido a equipe no nível principal. Depois de um ano no Syrio, foi para o Bonsucesso, onde fez história nas três temporadas em que defendeu o Rubro-Anil. Tornou-se um dos maiores artilheiros da história do clube e chegou à Seleção Brasileira pela primeira vez.

Foi no Cesso em que Leônidas começou a tornar famosa a bicicleta, jogada do chute acrobático, por cima da cabeça, que se tornaria sua marca registrada. Porém, o advento do profissionalismo no futebol brasileiro, somado a uma briga que teve com dirigentes do Bonsucesso, Leônidas deixou o Cesso e chegou a ficar quase um ano parado. Foi para o Uruguai, jogar pelo Peñarol, fez sucesso e acabou repatriado pelo Vasco, em 1934, ano em que jogou sua primeira Copa do Mundo pelo Brasil. Já famoso pelos gols e grandes jogadas, atuou ainda pelo Sport Club Brasil e pelo Botafogo.

Em 1936, desembarcou no Flamengo e se tornou o maior artilheiro do clube até então, com 153 gols em 149 jogos: uma incrível e até hoje insuperável média superior a um gol por partida. Foi campeão carioca na Gávea, como já tinha sido no Bota e no Vasco, confirmando sua característica artilheira também na Seleção. Na Copa do Mundo de 1938, fez nove gols e ajudou o Brasil a ser terceiro colocado no Mundial da França. Foi ainda o primeiro brasileiro artilheiro de uma Copa.

No início dos anos 40, transferiu-se para o São Paulo, onde encerrou a longa carreira, aos 37 anos. Mesmo sendo carioca, fixou residência na capital paulista e se tornou comentarista esportivo de rádio e TV. Morreu aos 90 anos, em 24 de janeiro de 2004, recebendo a homenagem do Bonsucesso, clube que o fez desabrochar para o mundo do futebol. O estádio da Rua Teixeira de Castro, onde ele tantas vezes jogou, passou a ser chamado Estádio Leônidas da Silva.

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