07/06/2014 às 09h36m

E se... o futebol brasileiro tiver mesmo nascido em Bangu?

Thomas Donohoe pode ter sido o pioneiro da modalidade, à frente de Charles Miller

Salve, galera. Mais uma vez, "A Cultura do Futebol" aqui no FutRio.net.

Nesta semana, um fato bastante interessante parou o bairro de Bangu. Foi inaugurada uma estátua, próxima ao shopping do bairro, em homenagem a um homem, um inglês para ser mais exato, pouco conhecido, mas que pode ter sido o precursor da maior paixão nacional: o futebol.

O homem era Thomas Donohoe, que de acordo com historiadores, foi o pioneiro do esporte no Brasil, já que teria organizado o primeiro jogo de futebol no país. Mais do que isso, a histórica atividade aconteceu no Rio de Janeiro, justamente no bairro da Zona Oeste. Charles Miller? Pense duas vezes quando ouvir essa história...

Nas últimas décadas, atribuir ao brasileiro com ascendência inglesa a primazia pela realização do futebol aqui em nosso país era regra geral, mas descobrimentos recentes dão conta de que Donohoe, este britânico de nascimento, foi o verdadeiro pai do futebol brasileiro. O escocês tinha 31 anos quando desembarcou no Rio de Janeiro, para trabalhar nas fábricas de tecidos em Bangu.

Donohoe, que adorava futebol, trouxe de seu país uma bola e a apresentou aos amigos da vila operária. Em 9 de setembro de 1894, houve aquela que é considerada a primeira atividade futebolística no país, ainda que fosse uma mera pelada. Era o começo da prática do futebol no Brasil, sete meses antes de Charles Miller e três anos antes de Oscar Cox, que foi um dos fundadores do Fluminense, em 1902.

Os acontecimentos de Bangu tiveram desdobramentos, já que o esporte cresceu bastante em Bangu, mas só em 1904 é que foi fundado o primeiro time da região, o Bangu Atlético Clube. Donohoe morreu em 1925, mas sua história foi reconhecida recentemente, 120 anos depois do primeiro jogo que o solo brasileiro viu. A estátua é uma homenagem merecida a um dos precursores do nosso esporte e a honra é toda de Bangu e do Rio de Janeiro, testemunhas dos primeiros passos de um gigante.

Livro de cabeceira
O de hoje é do jornalista Roberto Avallone, chamado "As incríveis histórias do futebol" (Ed. Zamboni, 96 pg.), contando muitos contos de bastidores. Vale a leitura.

Jogando por música
O Mundial está chegando! Vale lembrar um som das antigas, de Jackson do Pandeiro, com o "Frevo do Bi", que embalou as comemorações do título mundial da Seleção, em 1962.
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Semana que vem, tem mais. Abraço a todos.

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O Autor

Gabriel Andrezo é narrador, repórter e amante do esporte mais popular do mundo.

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