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Em 04/07/2016 às 12 h12

Novato, Jorge Barcellos quer brilhar no futebol masculino como foi no feminino

Treinador falou sobre sua carreira e atual momento do futebol brasileiro


Autor: Renan Mafra / Fotos: Divulgação e Gabriel Farias

Na Série B do Campeonato Carioca deste ano, o Queimados ficou na nona colocação na classificação geral, sua melhor posição desde que chegou à Segundona em 2014. Um dos grandes responsáveis desse bom desempenho foi o técnico Jorge Barcellos, que assumiu a equipe na sétima rodada da Taça Santos Dumont e em 12 jogos, conseguiu cinco vitórias, cinco derrotas e dois empates.

Jorge Barcellos está apenas começando seus trabalhos no futebol masculino. Começou este ano no sub-20 do Boavista, antes de chegar ao Queimados. Porém, quando o assunto é futebol feminino, o treinador é um dos maiores nomes do Brasil, já que foi o comandante da Seleção Brasileira no título do Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro, e foi vice-campeão no Mundial de 2007, na China, e nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim.

Em entrevista exclusiva ao site FutRio, Jorge Barcellos se lembrou dos momentos marcantes de sua carreira no futebol feminino, falou dos seus novos desafios, agora no masculino, ressaltou que o Brasil precisa ter ótimos profissionais no esporte para voltar a ser uma potência mundial e afirmou que o grande segredo disso é apostar nas categorias de base. Confira:

FutRio: Como foi o início da sua carreira trabalhando no futebol feminino?

Jorge Barcellos: Meu trabalho no futebol feminino começou em 2000, nas categorias de base do Vasco, como estagiário. No começo de 2005 fui convidado pela CBF para trabalhar na seleção sub-20, na função de auxiliar-técnico. Conquistamos o Sul-Americano e ficamos em terceiro no Mundial da categoria. Logo depois fui chamado para comandar a seleção principal, onde conseguimos títulos maravilhosos, o bicampeonato do Pan-Americano, no Rio, vice-campeão olímpico e mundial na China, além de alguns torneios menores.

FutRio: Qual foi o melhor momento de sua carreira quando trabalhava no futebol feminino?

Jorge Barcellos: O pico do trabalho foi em 2007 e 2008, quando vencemos o Pan-Americano e fomos vice no Mundial e nos Jogos Olímpicos. Ainda conseguimos colocar a Marta como melhor jogadora do mundo e a Cristiane como a terceira. Foi um grande aprendizado. Não tenho dúvidas em afirmar que Marta, Cristiane e Formiga, se fossem homens, com o futebol que jogam, brilhariam e seriam estrelas mundiais. Foi algo maravilhoso, essas meninas nasceram para jogar futebol e me ensinaram muito, o trato que eu precisava ter com o futebol feminino. Na parte tática elas também são perfeitas, a inteligência delas, a maneira como elas assimilavam as instruções era fantástico. No futebol feminino, muitas vezes você precisa saber um pouco da base, pois muitas meninas infelizmente não têm um trabalho de base. Então é preciso passar alguns fundamentos para elas, mas todas assimilam muito bem.

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FutRio: Apesar do seu grande trabalho à frente da Seleção Brasileira de futebol, o Brasil acabou batendo na trave no Mundial de 2007, quando perdeu a final para a Alemanha, e nos Jogos Olímpicos de 2008, quando foi derrotado pelos EUA na decisão. Teve um momento que doeu mais?

Jorge Barcellos: Em 2008 foi muito sofrido. Tínhamos uma certeza muito grande que o Brasil seria campeão e acabamos esbarrando em algumas coisas, principalmente na Hope Solo, que é uma grande goleira. Porém, o EUA teve competência e mereceu. Elas sempre tiveram uma grande estrutura e a estrutura americana venceu a do Brasil.

FutRio: Você acha que falta um investimento maior da CBF e um trabalho melhor com o futebol feminino?

Jorge Barcellos: A CBF criou o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil feminina, mas na época, de fato, não tínhamos muito apoio da CBF. O futebol feminino no Brasil existia, pois a FIFA obriga as confederações a ter o futebol feminino, mas hoje o aparato tecnológico é muito bom. Hoje as meninas têm um bom acompanhamento, enquanto em 2008 não tínhamos nada. Por incrível que pareça, a CBF está disponibilizando subsídios, mas infelizmente os resultados pararam de acontecer. Mas acredito que a medalha de ouro vai vir no Rio. O futebol feminino precisa dos resultados, pois quando não tem resultado, a situação fica muito complicada. Não conseguimos títulos, mas nossas boas campanhas fizeram com que o trabalho das meninas aparecesse.

FutRio: Como você espera o desempenho do futebol feminino nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro?

Jorge Barcellos: Disputar um torneio em casa é sempre algo especial. Lógico que a responsabilidade aumenta, mas teremos a torcida a nosso favor. A pressão aumenta, mas também cresce a motivação das atletas.

FutRio: Falando sobre futebol masculino, que é onde você trabalha agora, como foram suas primeiras experiência entre os homens, primeiro no sub-20 do Boavista e depois no profissional do Queimados?

Jorge Barcellos: O Queimados me abriu as portas para o meu primeiro trabalho em uma equipe profissional masculina. Eu já vinha de um trabalho na Série A, mas nos juniores do Boavista, mas tive o convite para assumir o Queimados e aceitei. Achei que foi um bom trabalho, a equipe fez bons jogos e todos os jogadores foram muito profissionais. O crescimento tem que ser gradativo. Eu estava no Queimados, amanhã posso estar em outro clube, com outra estrutura e isso tudo faz com que a gente cresça bastante. Espero ter oportunidades para mostrar o trabalho dentro das quatro linhas.

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FutRio: O que você acredita que precisa fazer para se tornar um grande treinador no futebol masculino, assim como foi no futebol feminino?

Jorge Barcellos: Acho que estudar é essencial. O treinador precisa estar sempre se atualizando, se parar no tempo acaba sendo engolido. O pontapé inicial já foi dado, com um bom trabalho, e temos que estar preparados para novos desafios quando eles aparecerem. Quando se mexe com emoção, com estrutura, com torcida, a responsabilidade aumenta. Por mais que cada um tenha sua responsabilidade em um clube, o treinador, junto com os jogadores, acabam sendo os grandes alvos. Espero que apareça alguma coisa para seguirmos mostrando nosso trabalho.

FutRio: O momento do futebol brasileiro não é nada bom, teve o vexame do 7 a 1 na Copa do Mundo e duas eliminações precoces nas Copas Américas do ano passado e deste ano. O que você acredita que é preciso fazer para o Brasil voltar a ser uma potência mundial no futebol?

Jorge Barcellos: O Brasil precisa crescer no futebol, assim como na economia, para voltar a ser uma grande potência. É muito difícil manter uma regularidade por muito tempo, até porque você é estudado, ciclos se encerram. O tempo de grandes jogadores passou e isso não foi renovado. Acho que o mais importante é a base, o Brasil está investindo nisso e essa é a renovação que precisa ser feita. Os meninos precisam ser trabalhados, com profissionalismo, já na base, pra eles serem grandes profissionais. Não adianta só a tecnologia, é preciso ter as pessoas certas para orientar esses meninos para eles serem grandes profissionais. Jogador de futebol você acha em qualquer lugar, mas grandes profissionais, que se adéquam ao que o Brasil precisa para ser potência no futebol, nem todos são. O Brasil foi a maior potência no futebol por muito tempo, com seu futebol alegre, mas hoje perde para uma composição tática rígida. É muito complicado jogar contra uma equipe européia, pois desde a base os jogadores já são ensinados da importância do comprometimento tático. É isso que precisamos. É lógico que todo aparato tecnológico é importante, mas a profissionalização tem que vir desde a base.

FutRio: Você acredita que falta profissionalismo ao futebol brasileiro?

Jorge Barcellos: Acho que o futebol brasileiro ainda tem muito daquilo de que se você conhece alguém, leva determinada pessoa para trabalhar em um clube. Se você tiver uma história, conhecer o futebol, ótimo, mas se pegar qualquer um e colocar em um clube, você não está acrescentando nada. É preciso termos pessoas qualificadas, mesmo que ela não trabalhe com futebol, mas que ela chegue para ajudar quem está trabalhando com o futebol, para manter o que é estruturado no clube. O futebol precisa ser tratado como esporte profissional em todas as vertentes, não só ter essa exigência dentro de campo.

FutRio: Para finalizar, qual a mensagem que você deixa para os profissionais do futebol e os jovens que estão começando agora no esporte?

Jorge Barcellos: Acho que precisamos abrir os nossos horizontes e não nos atermos apenas ao que está aqui dentro, tem muita coisa boa acontecendo fora do Brasil. Saber o que vem acontecendo em outros países, as seleções que estão conseguindo resultados. A parte física, parte médica, fisiologia, melhorou muito no Brasil. O que precisamos é de estudo, por parte dos técnicos e dos preparadores físicos, pois precisamos melhorar nas partes técnica e tática, mas na preparação física também. A minha mensagem é que todos que trabalham nesse esporte encare o futebol de maneira profissional, não de maneira amadora.

Tags: Jorge Barcellos, Queimados

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