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Em 09/11/2016 às 09 h40

Resultados das eleições trazem esperança para clubes do Rio

Equipes apostam em parcerias com poder público para alavancarem resultados


Autor: Gabriel Farias / Foto: Vitor Costa, Gabriel Farias e Agência FERJ

Na última semana os brasileiros elegeram seus representantes políticos no segundo turno das eleições municipais, concluindo a escolha de prefeitos e vereadores que havia começado em 2 de outubro, na realização do primeiro turno. No Rio de Janeiro o resultado das urnas pode implicar diretamente no futuro dos clubes de futebol.

Com novos prefeitos e vereadores - ou a reeleição de alguns deles - cresce a expectativa por parcerias que possam alavancar o desempenho dentro de campo, seja no profissional ou nas categorias de base. É o caso do Duque de Caxias. O Tricolor da Baixada espera reviver seu auge, quando chegou à Série B do Brasileiro, agora que Washigton Reis (PMDB) (à esquerda na imagem) voltou ao cargo máximo da administração municipal.

- Esperamos apoio, com certeza. Ele sempre apoiou o futebol e continuou mesmo não sendo prefeito. Acredito que agora vai apoiar muito mais. Dá para ter certeza que vamos fazer um papel muito melhor, pode apostar. Ele já sinalizou com isso - disse o presidente do Duque de Caxias, Luiz Carlos Martins Arêas, esbajando otimismo.

Outros clubes da Baixada Fluminense também vislumbram alianças com suas respectivas prefeituras. O Nova Iguaçu, por exemplo, aguarda a manifestação de Rogério Lisboa (PR), que derrotou Nelson Bornier no segundo turno.

- Vamos tentar continuar andando com as nossas próprias pernas, mas há maneira de unir forças - afirmou o presidente Jânio Moraes, de maneira sucinta.

O Nova Cidade, de Nilópolis, que já participou da elite estadual no início dos anos 1990, hoje vive outra realidade: a Série C. Atualmente a agremiação recebe suporte da prefeitura para as categorias de base. E essa relação ficará ainda mais estreira, já que o presidente do Quero-Quero, Jorge Eloy, garantiu uma das vagas de vereador. Ele foi um dos 12 vitoriosos.

- Dá para conciliar (clube e prefeitura). Vamos trabalhar ainda mais, buscar patrocínio privado e estudar uma possibilidade de parceria com o prefeito eleito (Farid Abrão - PTB).

Derrota nas urnas não abala Itaboraí

Enquanto alguns times veem o lado positivo na troca dos prefeitos e vereadores, o Itaboraí pode passar por tempos mais difíceis, já que Helil Cardozo (PMDB) (foto abaixo) amargou o revés nas urnas. Doutor Sadinoel (PMB) será seu substituto. Helil sempre foi grande entusiasta da ADI, acompanhando o time profissional de perto mesmo nos jogos fora de casa desde 2014, quando a agremiação retornou ao profissionalismo.

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- Não tenho o que falar do novo prefeito, porque ainda não o encontrei para saber se ele irá apoiar ou não. Pessoas próximas dizem que ele gosta de esporte. Devo encontrar com ele esse mês - disse Junior Cardozo, presidente do Itaboraí e sobrinho de Helil Cardozo, que deixará o comando do município em 2017.

- O prefeito atual se colocou à disposição para ajudar. A gente sabe que não será o mesmo apoio, mas ano que vem vamos voltar da mesma forma. As pessoas acham que aqui somos um rio de dinheiro e isso não é verdade. Esse ano mesmo o investimento já não foi o mesmo - completou o presidente da ADI.

A troca em Itaboraí pode afetar até mesmo o São Gonçalo EC, que aluga o Estádio Alziro de Almeida para mandar seus jogos. A praça esportiva pertence ao município vizinho.

- Não estive com as autoridades, mas vamos procurar quem assumir o estádio. Já em São Gonçalo esperamos que haja alguma possibilidade de ajuda, parceria, não só para o São Gonçalo EC, como para todos os clubes - projetou o presidente Reginaldo Assad, também abordando o cenário gonçalense na política, que vai ter Doutor José Luiz Nanci (PPS) comandando a prefeitura local.

Goytacaz trata auxílio como essencial

Às voltas com problemas financeiros nos últimos anos que impediram a formação de elencos mais qualificados na Série B Estadual e Copa Rio, o Goytacaz enxerga o quadriênio 2017/2020 com ares de positividade. O presidente Dartagnan Fernandes acredita que a ajuda da prefeitura é essencial para uma temporada mais sadia, financeiramente falando.

- Estamos aguardando a posse do novo prefeito para a gente estreitar o relacionamento. Que o poder público possa ajudar os clubes do interior, pois sem ajuda fica difícil de formar uma boa equipe - analisou Dartagnan, projetando a gestão de Rafael Diniz (PPS), novo prefeito de Campos dos Goytacazes.

No Campos, recém-promovido à elite do Campeonato Carioca, a expectativa também é por um suporte do poder público. No entanto, ao contrário do Goytacaz, o presidente Victor Mothé não vê esse auxílio como fundamental.

- Ele (prefeito) quer ajudar, mas não tem nada concreto. Apesar disso, o clube não tem essa filosofia. Isso não é uma prioridade - avisa Mothé.

Na capital, esperança também se renova

Bangu, Olaria, Madureira, Portuguesa, São Cristóvão, Bonsucesso...  algumas das agremiações sediadas na capital do Rio de Janeiro e que veem na vitória de Marcelo Crivella (PRB) a chance de uma nova política que possa gerar algum tipo de auxílio aos times de menor porte.

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- Nós tivemos uma reunião (foto acima) com ele (Crivella) e nessa reunião ele se comprometeu a analisar e estudar de que forma vai poder ajudar os clubes de menor investimento - conta o presidente do Bangu, Jorge Varela.

A reunião contou com a presença de diversos dirigentes de clubes da cidade do Rio de Janeiro na casa de João Paulo Magalhães Lins, gestor do Boavista (clube que apesar de ser da Região dos Lagos, mantém grande parte de suas atividades na capital). Varela espera algo mais sólido a partir de 2017.

- Foi um primeiro contato muito artificial. Agora ocorreu a eleição e vamos levantar nossas necessidades para levar à prefeitura assim que o Crivella tomar posse.

Sul e Norte Fluminense: expectativa em alta

Angra dos Reis, Macaé e Volta Redonda foram outros clubes que apresentaram ao FutRio.net suas projeções para o cenário da política municipal a partir de 2017. Confira:

Cristiano de Carvalho (presidente que assume o Angra dos Reis em 2017)
- Com a entrada do Fernando Jordão (PMDB) temos um novo horizonte. Ele mesmo já se colocou à disposição para ajudar. A gente tem esperança nisso.

Mirinho (presidente do Macaé)
- Eu espero que ano que vem a prefeitura me ajude. Nosso prefeito que ganhou, o Doutor Aluízio, tem chances de me ajudar e estou aguardando.

Flávio Horta Junior (vice-presidente do Volta Redonda)
- Como a cidade teve um segundo turno, nos reunimos com os dois candidatos e celebramos um protocolo de intenções juntos, onde o prefeito eleito (Samuca Silva - PV) se comprometeu a ajudar o clube subsidiando uma parte das despesas das divisões de base, sempre mediante prévia prestação de contas, além de ceder a gestão do Raulino de Oliveira para o clube nos dias de qualquer jogo no estádio.

"Sumidos" podem reaparecer

O resultado das eleições municipais ainda pode trazer novamente à cena clubes que não vêm pisando nos gramados fluminenses nas últimas temporadas por falta de estrutura. São João da Barra, Paduano, Quissamã, Cardoso Moreira e Aperibeense são algumas das agremiações que já usufruíram de apoio de suas respectivas prefeituras e podem voltar a utilizar esse artifício em 2017.

Tags: Política, Futebol, Rio de Janeiro, Campeonato Carioca

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