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Em 28/12/2016 às 20 h07

Canadense de apenas 14 anos já brilha nos juniores do Campo Grande

Alejandro Kukovica é promessa no Campusca e já joga no meio dos adultos


Autor: Gabriel Andrezo / Fotos: Gabriel Andrezo (FutRio)

A imagem é inconfundível. Quem vê dentro de campo o menino ruivo, baixinho, sardento, com camisa e calção uns três números acima, jogando entre garotos claramente mais velhos e mais fortes, pode até achar que se trata de uma brincadeira ou de uma competição desleal. A baixa estatura chama ainda mais atenção: pouco mais de 1,30m. Mas quem o acompanha no dia a dia garante: o garoto joga fácil, mesmo sendo novo demais. Uma joia que pode estar prestes a ser lapidada e com uma história que apenas o futebol é capaz de proporcionar.

Alejandro Francisco Kukovica tem apenas 14 anos. Ele é natural de Montréal, no Canadá, e vive no Brasil há três anos. Fala um português perfeito. Chegou ao Rio de Janeiro graças a uma tentativa do pai, também canadense, de fazê-lo ter uma chance no futebol brasileiro. Enviou um DVD para o Fluminense, que gostou do menino. Alejandro veio, mas ficou só um ano nas Laranjeiras. Depois, esteve no Vasco, onde também não se firmou. Foi quando surgiu a chance no Campo Grande, que o acolheu. Mais que isso, abriu as portas para jogar entre os adultos.

Na Véspera de Natal, Alejandro recebeu um senhor presente: jogou 20 minutos contra o Fogo Azul, pela semifinal da Rio Copa Sub-21. Mesmo sem fazer gol, mostrou personalidade e levou o time à frente algumas vezes. Não foi, porém, a primeira vez que o menino atuou entre os juniores. Ele disputou outras quatro partidas no campeonato, em que o Campusca terminou em terceiro lugar. Dentro de campo, confirmou-se aquilo que já se falava fora dele, enquanto o menino estava no banco: inteligência, agilidade e não mais que dois toques na bola.

– É uma honra ter a chance de jogar. Isso é graças ao Mainho (técnico), que me dá a oportunidade. Faço o máximo para me introduzir no grupo. Cheguei ao Brasil com dez anos, cheguei a ficar um tempo sem jogar. No começo, foi difícil entender o português, mas em três meses pude compreender o que fazer em campo. Nós trabalhamos muito duro para chegar à final mas, com certeza, fico feliz em ter ficado com o terceiro lugar no campeonato – diz o garoto.

imageAlejandro joga como um atacante aberto pela direita, mas recompõe muitas vezes o espaço defensivo de forma mais centralizada. Mesmo tímido na fala e no jeito, sabe se transformar quando entra em campo: aparece para o jogo e cria espaços. De seus pés, surgiu uma chance de gol para o atacante Liédson, sete anos mais velho, que no entanto não foi aproveitada na vitória do Galo, por 6 a 3. Se a fisionomia do menino surpreende tanto quanto sua história, Alejandro mostra desenvoltura não só com o português, mas também no discurso que é padrão em muitos jogadores de futebol, ao falar sobre o que almeja para o futuro:

– Realmente, não sei. É Deus no comando, sempre. Tenho certeza de que vai dar certo.

Técnico exalta jovem talento: "Bom atleta e bom menino"

O treinador responsável por colocar Alejandro nos juniores é o experiente Vilson Porto, o Mainho, que também já trabalhou como comandante do time profissional. Nos minutos em que o menino esteve em campo, Vilson praticamente só o chamava, pedindo para que buscasse mais o jogo, mostrasse seu potencial, o que foi atendido.

– Esse menino joga aqui conosco desde o início do ano. Quando percebi a qualidade dele, já coloquei logo entre os juniores. Senti que, mesmo ele sendo pequeno, tem muito potencial. É um bom atleta e um bom menino. Simplifica o jogo, não é muito de ficar driblando, o que ajuda bastante por causa do tamanho dele. Na categoria dele, com certeza vai chamar muito a atenção. Acredito que pode trazer frutos para o Campo Grande – afirma Vilson.

Alejandro chegou ao clube graças a Flávio Casemiro, ex-auxiliar do Campo Grande, onde trabalhou ao lado do próprio Vilson Porto. Aliás, o treinador garante ver, no jovem canadense, talento o bastante para "mudar o ritmo de um coletivo", mesmo que haja garotos de 19, 20 e 21 anos à sua volta. Apesar do corpo e da voz ainda em franca formação, o ruivinho da camisa 13 já prova ter personalidade para dividir com jogadores bem mais fortes, e não negar um drible a eles. Um rosto que vale a pena ser guardado.

Tags: Campo Grande

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