Em 31/12/2016 às 13 h04

Retrospectiva 2016: Friburguense vence final, mas Lusa fatura Copa Rio

Por escalação irregular de Diego Guerra, Portuguesa ficou com o título


Autor: Igor Dorilêo / Fotos: João Ricardo, Gabriel Farias e Úrsula Nery

A Copa Rio de 2016 daria um livro. Com um roteiro épico na final, de nada valeu a partida histórica jogada entre Portuguesa e Friburguense, terminada em 4 a 3, com viradas, gol de goleiro no último minuto, disputa de pênaltis, desperdício de chance da marca da cal, entre outros itens que fizeram com que aquele jogo se torna-se memorável. Porém, teve seu efeito anulado nos tribunais e o time da Ilha do Governador ficou com a taça de campeão. Isso porque, o Frizão, que ainda sonha em reverter o caso na justiça, teria escalado de forma irregular o zagueiro Diego Guerra, perdendo assim o título.

Disputa numa fórmula de tiro curto nesta temporada, com duas chaves, uma com oito integrantes e outra com sete, a primeira fase foi mais breve do que o de costume. Nela, quem se saiu melhor foi uma equipe que não conseguiu chegar até a final, mas que entrava como uma das favoritas por ser bicampeã do torneio. O Resende somou 17 pontos, perdendo apenas uma partida, e se classificando como líder do Grupo B. 

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Na segunda posição do mesma chave, ficou a Portuguesa, com os mesmos 17 pontos, e também com apenas uma derrota, que foi justamente para o Itaboraí, líder do outro pote, com 16 pontos. Os dois ainda se reencontrariam nas semifinais. O Friburguense fechou os quatro classificados, atrás da ADI, sendo o time, entre os que avançaram, a somar menos pontos na fase incial, quase perdendo a vaga para o Angra dos Reis.

Nas semifinais, um resultado que gerou surpresa, pelo caráter decisivo do jogo. Na primeira partida entre Portuguesa e Itaboraí, realizada no Estádio Luso-Brasileiro, o time da casa não tomou partido dos visitantes e atropelou pelo placar de 4 a 0. Mas quem pensou que já estava decidido, e que a vida da Lusa seria mole, se enganou. No jogo da volta, a ADI fez 3 a 0, e por um gol não conseguiu levar para os pênaltis, caindo diante do time lusitano.

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Já na outra semifinal, num primeiro duelo, o equilíbrio já esperado prevaleceu. Friburguense e Resende empataram em 1 a 1 no Estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo. Porém, na partida da volta, mais uma goleada pegou todos de surpresa. Jogando em casa, o bicampeão Resende tomou 4 a 1 do Frizão e viu o sonho do tri ir por água abaixo. 

Com isso, Friburguense e Portuguesa estavam frente a frente na grande final da Copa Rio. Com os dois artilheiros da competição, um de cada lado, pelo Frizão, a revelação Lohan, que posteriormente se consagrou no posto de forma isolada, e do lado da Lusa, o experiente Allan, que acabou na vice-artilharia.

Além disso, o confronto envolvia uma certa rivalidade e não trazia boas lembranças para o Tricolor da Serra. No primeiro semestre, uma derrota para a Zebra decretou o rebaixamento do Frizão para a Série B do Campeonato Estadual. 

A primeira partida da final já foi um jogaço. No Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, Maicon Assis abriu o placar para os visitante logo aos dois minutos de jogo. Vitinho empatou, Allan pôs a Lusa em vantagem novamente, e Ziquinha deixou tudo igual novamente, isso tudo na primeira etapa. No segundo tempo, a estrelha do artilheiro brilhou, e Lohan deu a vitória ao Frizão.

Com o resultado, o Friburguense foi até a Ilha do Governador podendo empatar para se sagrar campeão. Porém, entre um jogo e outro, surgiu a denúncia da Portuguesa de que o rival teria escalado durante todo o campeonato o zagueiro Diego Guerra de forma irregular, fazendo com que o resultado da grande final, que viria no domingo seguinte, pudesse não ser homologado.

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Mesmo assim, as equipes entraram em campo para a finalíssima, ainda bem, porque o que vimos foi um verdadeiro jogo de alamanaque. Com dois gols de pênalti marcados por Lohan, o Friburguense encaminhou um título até de forma tranquila. Victor Hugo, de cabeça, diminuiu para os donos da casa ainda na primeira etapa. 

No segundo tempo, a Portuguesa conseguiu virar o marcador para 4 a 2, mesmo com dois pênaltis perdidos pelo artilheiro Allan. Rodrigo Almeida e o próprio Allan fizeram os gols da Lusa. Mas, no último lance do jogo, o goleiro Luiz Felipe foi para a grande área e testou firme para levar a disputa do título para os pênaltis. 

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Nas penalidades, o próprio Luiz Felipe abriu a cobrança para os visitantes, convertendo. Depois, pegou a cobrança de Fabinho e viu Maicon Assis desperdiçar, se tornando o grande herói da vitória Tricolor, que apesar de ter comemorado em campo, viu o título, que seria inédito, escapar na justiça. Sendo assim, a Portuguesa se tornou bicampeã da Copa Rio.

Apesar da decisão oficial do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio (TJD-RJ), e consequentemente, a da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), ter sido de consagrar o time da Ilha do Governador como grande campeão. Conforme dito pelo gestor do Friburguense Siqueirinha, o clube ainda pode recorrer à instância máxima do esporte, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para ter o título.

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Tags: Copa Rio; Portuguesa; Friburguense;

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