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Em 31/12/2016 às 17 h29

Retrospectiva: Nova Iguaçu conquista a Série B mais frenética da história

Competição teve de tudo: time excluído, WO's, rebaixamento no tribunal...


Autor: Gabriel Farias / Fotos: Divulgação

A Série B do Campeonato Carioca de 2016 coroou o Nova Iguaçu como grande campeão. Ao lado do Campos, o Orgulho da Baixada conquistou o acesso à Série A do Rio de Janeiro, numa competição que escancarou o amadorismo do futebol carioca. A disputa, pode-se dizer, foi "interminável". Começou em março e só terminou em setembro, dois meses após o previsto, em virtude uma paralisação por brigas judiciais.

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O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) foi protagonista em muitas das vezes. Em alguns casos, até mesmo o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi acionado. O Americano, que estava garantido no Triangular Final, foi excluído da competição por um suposto esquema de manipulação de resultados. O Angra dos Reis, que havia fechado no sexto lugar geral, perdeu 17 pontos por escalação de jogadores irregulares e foi rebaixado. E ainda tiveram casos menores, mas não menos bizarros, como o Belford Roxo, que perdeu uma partida por WO por ter esquecido o uniforme (e utilizar um conjunto de um time de pelada).

Dentro de campo também teve emoção e competência. Foi a Série B que premiou o equilíbrio do Nova Iguaçu, do goleiro Jefferson e do goleador Schwenck, que fez gol até do meio de campo. Foi também a Segundona do atacante Vinícius Paquetá, do Campos, artilheiro máximo com 15 gols marcados e que ajudou o Roxinho no inédito acesso. Teve espaço ainda para os jovens do Olaria, para um Audax surpreendente no segundo turno e também para o alívio de Gonçalense, Goytacaz e Duque de Caxias, que lutaram contra a degola, mas conseguiram se safar.

Favoritos, iguaçuanos demonstram força logo de início

Rebaixado na Série A em 2015, o Nova Iguaçu chegou na Segundona buscando o retorno imediato. Montou um elenco que mesclou os jovens talentos de sua base e trouxe atletas mais rodados. No comando, Edson Souza, um dos treinadores mais vitoriosos da história do clube. Logo na Taça Santos Dumont, a equipe da Baixada Fluminense conquistou o título e assegurou vaga no Triangular Final.

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Durante a trajetória, uma primeira fase sem sustos, onde demonstrou força no Laranjão e conseguiu bons resultados longe de seus domínios. Nas semifinais, eliminou o Americano com supremacia. Na decisão, segurou um empate diante do Itaboraí, no Alzirão, e voltou a demonstrar superioridade contra um forte adversário jogando diante de sua torcida, garantindo a primeira taça do ano.

Segundo turno de polêmicas

Dá para dividir a Taça Corcovado em duas: a que foi jogada em campo e aquela que foi decidida nos tribunais. Dentro das quatro linhas, o Nova Iguaçu apresentou um relaxamento natural, perdeu força e não foi às semifinais. Avançaram as seguintes equipes: Americano, Olaria, Campos e Audax Rio. O primeiro do quarteto já havia se garantido no Triangular Final por ter sido o time de melhor campanha no geral. Os outros três brigavam pela vaga restante na etapa que definiria os times que subiriam de patamar em 2017.

O Campos, que vinha de uma arrancada impressionante, superou o Audax. O Americano, mesmo sem utilizar força máxima, deixou o Olaria para trás. Na decisão do segundo turno, no clássico do Norte Fluminense, deu Campos. O Roxinho manteve a boa fase, levantou o troféu de maneira inquestionável e se garantiu no Triangular ao lado de Nova Iguaçu e Americano. Só que algo ainda estava por acontecer...

STJD muda configuração do Triangular

Sem chances de acesso após ser eliminado na primeira fase da Taça Corcovado, o Itaboraí fez uma denúncia. Um áudio vazado (gravado pelo diretor cultural do Americano, Guito Wagner) através de WhatsApp foi parar nas mãos do presidente Junior Cardozo, que denunciou um suposto esquema de manipulação de resultados para prejudicar o ADI. Ele recorreu à esfera judicial desportiva, pedindo punicação severa ao Americano. Enquanto isso a competição ficou paralisada. A disputa começou no TJD-RJ, onde o Americano foi punido nas duas instâncias, mas sem ser colocado para fora da competição.

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Não satisfeito, o Itaboraí foi à última esfera, o STJD. E em agosto, numa decisão que contrariou o que havia sido decidido no tribunal estadual, a entidade nacional excluiu o Americano da disputa do Triangular. Como era a melhor equipe classificada no geral logo abaixo do Cano, o Azulão se deu bem. Foi confirmado na última etapa da competição, o que gerou polêmica. E muita. Troca de farpas de ambos os lados marcaram os dois meses de pausa na Segundona.

Nova Iguaçu e Campos fazem a festa

Quando a bola voltou a rolar, ficou claro que o Itaboraí seria um azarão no Triangular Final. Isso porque perdeu 13 atletas durante a paralisação. Sem poder inscrever novos jogadores, se viu enfraquecido e se tornou preza fácil para Nova Iguaçu e Campos, que mantiveram seus elencos praticamente intactos durante o período de treinamentos.

A ADI, no final das contas, conseguiu apenas um ponto diante do Campos, fora de casa. Os adversários, por sua vez, deslancharam. Na penúltima rodada o acesso já estava definido. A jornada derradeira foi cumprimento de tabela e serviu apenas para confirmar o título do Nova Iguaçu, no Laranjão. Vitória por 1 a 0 sobre o abatido Itaboraí, com gol de Marlon. E o tricampeonato da Segundona nas mãos da Laranja Iguaçuana!

Tribunal também é decisivo no rebaixamento

Dois times não se encontraram em nenhum momento e confirmaram que realmente estavam fadados ao rebaixamento. O Ceres, que se acostumou a brigar na parte de cima da Série B nos últimos anos, não foi nem sombra daquela equipe competitiva, fechando na lanterna, com míseros sete pontos. O Belford Roxo, um pouco melhor, com 10, também caiu logo em sua participação de estreia. Mas o Belão merece um capítulo à parte, que será contado ao final desta matéria.

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A terceira (e indesejada) vaga no Z-3 ficou em disputa durante toda competição e só foi definida após ela terminar. E pior: no tribunal, mais uma vez. Gonçalense, Goytacaz e Duque de Caxias lutavam para não cair. O time de São Gonçalo goleou o Sampaio na última rodada e espacou ileso. Campistas e caxienses, no entanto, ficaram empatados em pontos, o que lhes obrigaria a disputar o Grupo X, em jogos de ida e volta, para definir quem jogaria a Terceirona em 2017.

Foi aí que entrou em cena o Angra dos Reis. A equipe da Costa Verde disputou a parte alta da tabela, fechou em sexto lugar no geral e tinha até motivos para comemorar, já que não estava enfre os favoritos. O problema foi a utilização de dois jogadores em situação irregular - Vitor e Felippe - que lhe rendeu uma punição de 17 pontos, confirmada apenas em última instância, no STJD. O Tubarão despencou de sexto para 16º, se viu degolado e ainda salvou Goyta e Duque.

A dupla irregular do Angra foi escalada após o prazo de inscrição e denunciada pelo Gonçalense. O grande problema era que o clube infrator tinha uma Resolução de Diretoria (RDI) emitida pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), que permitia a inclusão desses atletas fora do prazo. O STJD não entendeu que isso dava qualquer base legal ao time da Costa Verde. Restou amargar um rebaixamento inesperado.

Belford Roxo: um caso à parte

Se teve um participante da Segundona que atraiu atenções (quase nunca por motivos positivos), esse foi o Belford Roxo. Em sua primeira empreitada na Série B do Rio, o time da Baixada Fluminense colecionou histórias curiosas. A começar pelas derrotas por WO, quando não conseguia proporcionar as condições necessárias para a realização de seus jogos como mandante, ou nas suspensões que sofria por não honrar com suas despesas junto à FERJ.

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O ápice da falta de estrutura do Belford Roxo se apresentou na partida diante do Barra da Tijuca, quando um membro do clube esqueceu de levar os uniformes para o Estádio de Moça Bonita. Depois de muita luta, um conjunto de camisas apareceu. O emblema, no entanto, era do Estrela de Shangrilá, time amador que cedeu a vestimenta. A arbitragem barrou, o Belão perdeu mais uma por WO e ainda recebeu uma multa no tribunal.

No dia a dia a situação do Belford Roxo também não era nada fácil. Os atletas não recebiam salários e não treinavam, se reunindo somente para os jogos. A diretoria não dava condições mínimas de trabalho, o que rendeu desabafos em sequência. Buscando a vitrine do futebol carioca e também honrando a camisa, alguns atletas se mantiveram jogando. Teve de tudo: goleiro na linha, jogador de linha no gol... o Belford Roxo saiu de cena sendo goleado por 8 a 0 na última rodada, no Marrentão (estádio do Duque de Caxias, conforme foto acima), em confronto com o Olaria. Retrato de um projeto mal feito e de uma Série B que ficará viva na memória por muito tempo.

Tags: Carioca Série B, Retrospectiva

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