Em 27/01/2017 às 22 h37

Loco Abreu, exclusivo ao FutRio: "Ansioso pela estreia e pronto para ajudar"

Atacante do Bangu quer casa cheia e busca por título que não vem há 51 anos


Autor: Gabriel Andrezo / Fotos: Gabriel Andrezo (FutRio) e João Carlos Gomes (BAC)

Aos 40 anos, Washington Sebastián Abreu Gallo terá um novo recomeço no futebol carioca. Ídolo pelo Botafogo, onde foi campeão estadual em 2010, ele regressa à Cidade Maravilhosa para vestir outra camisa, a do Bangu. E, se depender da torcida de seu novo clube, Loco Abreu terá mais uma equipe onde pode se considerar bastante querido, já que foi bastante festejado pelos fãs desde a apresentação, ainda no ano passado. A esperada estreia é neste domingo (29), contra a Portuguesa, momento para o qual o uruguaio revela ansiedade, mas também motivação para ser fundamental a busca por um título. No caso do Bangu, uma conquista histórica, que não vem há mais de meio século.

Mesmo distante do Rio há cinco anos, quando deixou o Botafogo, Loco Abreu ainda é um dos maiores artilheiros da década no futebol carioca. Com 63 gols, só perde para Fred (145), Allan (95) e Alecsandro (66) entre os maiores goleadores, de 2010 para cá. O faro de gol e os feitos no futebol colocam o camisa 113 no centro das expectativas, uma pressão à qual está acostumado. Além disso, motivação não falta, graças aos 13 gols no último campeonato salvadorenho, onde foi campeão com direito a gol na final, pelo Santa Tecla. Sem papas na língua, ainda ironizou, após o título, os comentários de quem o chamava de "viejito" (velhinho, em espanhol), por causa de sua idade avançada.

– Eu jogo porque me sinto bem, útil e capaz de fazer bem meu trabalho. Esta questão de idade quem coloca na cabeça são os jornalistas. Quem se cuida, quem ama o futebol, vai longe – garante Loco, em entrevista exclusiva ao FutRio.net, antes de estrear por seu 23° clube na carreira.

Abreu pode se orgulhar de ter balançado as redes em todos os clubes que defendeu, mesmo onde teve poucas oportunidades – como Figueirense e Grêmio. Pelo Bangu, a escrita pode se manter já neste fim de semana, mas o uruguaio quer mais: para ele, é possível ajudar o Alvirrubro a fazer história novamente e buscar um troféu que não vem há décadas. Como disse o próprio Loco, fazer o clube de Moça Bonita voltar aos tempos de glória. Que ninguém duvide do artilheiro.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Loco Abreu:

Como você avalia seu momento atual e o que já pôde sentir nas primeiras semanas de Bangu?
– É um momento muito bom. Acabei de ser campeão e artilheiro em El Salvador, me sinto muito bem. Estou fazendo aquilo que gosto, me cuidando sempre. A nossa equipe é boa, tem qualidade, mas vai precisar de jogos para poder pegar ritmo. Mas é um time bom, tem ótimos valores aqui e nós esperamos que a equipe possa dar bons frutos.

Você é um ídolo no Botafogo mas é admirado por torcedores de todos os clubes. Tem sentido esse carinho no Bangu, também?
– A recepção foi muito legal, desde o começo. O Bangu é um clube que tem uma grande história e seus torcedores são apaixonados, por tudo que já viram. Mas estou gostando e esperando muita gente em Moça Bonita para o jogo de domingo (contra a Portuguesa).

O quanto outros veteranos como Zé Roberto e Magno Alves servem como inspiração em chegar bem fisicamente aos 40 anos?
– Não tem inspiração alguma. Eu jogo porque me sinto bem, útil e capaz de fazer bem meu trabalho. Esta questão de idade quem coloca na cabeça são os jornalistas. Quem se cuida, quem ama o futebol, vai longe.

Outros clubes menores do Rio tem apostado em atacantes experientes nesse Carioca, como o Madureira, que tem Souza, o Boavista, que tem Leandrão... Como vê essa tendência entre essas equipes?
– Não acho que foi por questão de tendência. Com o Bangu, o papo foi porque eu venho dando resultados há alguns anos, além das coisas que estão relacionadas ao clube e que me atraíram muito a vir para cá.

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Você recentemente jogou no futebol de El Salvador e foi campeão. Na entrevista após a final, disse que, se precisassem de um "velhinho", estava à disposição. Ouviu muitas críticas em relação à sua idade enquanto esteve lá?
– Minha passagem por El Salvador foi boa. O país é bom e tem muito potencial. Foi um ótimo momento. Quanto à idade, o mundo do futebol sempre questiona isso. E acho que é muito sem necessidade, porque futebol não é idade, mas sim cabeça e espírito.

Um dos pontos elogiados por você, no seu antigo clube, foi a maturidade e a postura do time na temporada, sempre pensando alto. O quanto essa mentalidade vencedora pode ajudar o Bangu a ter um bom ano?
– Onde venho, quero ser campeão. Quero muito ajudar nisso aqui. Quero estar apoiando os jogadores mais jovens do elenco para que, juntos, nós façamos um grande Campeonato Carioca.

Apesar de ainda estar jogando, você revelou o desejo de ser técnico. Já pensa ou planeja sua vida de treinador?
– Enquanto minha cabeça pensar como jogador, nem quero saber de ser treinador. Tudo vai ser seu tempo e este tempo ainda não chegou. Quero continuar desfrutando a vida dentro de campo.

Uma frase sua em El Salvador ficou marcada, quando você disse que não se escondia dos desafios e sempre esteve pronto a ajudar: "Não ando na ponta do pé, sou um 4x4". O quanto a torcida do Bangu pode se animar também?
– Estou muito motivado e feliz, ansioso pela estreia e pronto para ajudar. Não venho aqui para aproveitar a cidade. É claro que o Rio é incrível, mas eu quero vencer. Praia, chopp, diversão... Isso tudo vem depois. Agora, meu foco é o Bangu.

Tags: Bangu

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