Em 20/04/2017 às 17 h51

Justiça afasta Zeca Simões da presidência do Bonsucesso e ordena novas eleições

Novo pleito acontecerá com chapa única, encabeçada por Ary Amancio Pereira


Autor: Gabriel Farias / Foto: Gabriel Andrezo (FutRio)

A disputa judicial envolvendo o comando do Bonsucesso Futebol Clube ganhou um novo e decisivo capítulo no último dia 11 de abril. Decisão proferida pelo desembargador Mario Guimarães Neto, da 12ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, determinou o afastamento do presidente Zeca Simões do cargo e também sua inelegibilidade por 10 anos. A determinação da justiça ainda estipula a realização de nova eleição, agora com chapa única, encabeçada por Ary Amancio Pereira.

Zeca Simões é acusado de utilizar recursos financeiros do clube em benefício próprio, tendo inclusive depositado o valor de R$ 400 mil - referente à cota de televisão do Campeonato Carioca de 2014 - em conta de uma farmácia de manipulação de propriedade de Zeca e sua esposa. A ação também levanta a hipótese de Simões ter burlado o sistema eleitoral para conseguir vencer a votação.

A partir da próxima semana o Bonsucesso será administrado por interventor judicial, que assumirá o comando do clube até que a nova eleição seja realizada e tenha seu resultado homologado. O pleito contará apenas com a Chapa Verde, que tem Ary Amancio Pereira como candidato à presidência. O mesmo passará pelo processo de aclamação - que é feito quando existe apenas um candidato para ser votado.

A reportagem do FutRio.net entrou em contato com o advogado Luiz Marcelo Peixoto Lubanco, que representa Ary Amancio Pereira. O mesmo confirmou que seu cliente será o candidato único na eleição que será convocada dentro do regimento estatutário do clube. Já o presidente afastado, Zeca Simões, não foi localizado para se pronunciar.

Dentro de campo o Bonsucesso teve um 2017 de alívio, já que escapou do rebaixamento no Campeonato Carioca pelo quarto ano seguido. O futebol do clube foi gerido pela empresa L&S Participações e Empreendimentos, que obteve o controle do futebol profissional através de medida judicial, que retirou o controle da equipe profissional das mãos do presidente Zeca Simões.

Entenda o caso

O imbróglio judicial teve início em 2014, no pleito eleitoral que tinha por objetivo definir o presidente do triênio 2015-2017. Zeca Simões, que buscava a reeleição, acabou impedido de concorrer. Desde então o cargo máximo na direção do Bonsucesso estava vago, mas com Zeca Simões exercendo o comando na prática.

Em entrevista concedida ao FutRio.net em 17 de novembro de 2016, Zeca Simões refutou as acusações de que teria se apropriado de quantia financeira do clube, mas admitiu que utilizou a conta da farmácia de manipulação que mantém em sociedade com a esposa para descontar os cheques do Bonsucesso. O dirigente alegou ainda que obteve o aval de todos os poderes da agremiação para tomar tal decisão.

Luiz Marcelo Peixoto, por sua vez, alegou que o Conselho Fiscal do Bonsucesso foi conivente com as transações financeiras realizadas por Zeca Simões. Lubanco acredita que a intervenção judicial que precederá o mandato do novo presidente irá constatar novas irregularidades financeiras.

Em 2017 o Bonsucesso chegou a se apresentar com dois elencos para a disputa do Campeonato Carioca: um comandado por Zeca Simões e outro com a gestão da L&S. No fim das contas, o grupo que entrou em campo foi o montado pela L&S, respaldado por decisão judicial que repassava o controle do futebol profissional à empresa, assim como os valores provenientes do contrato de transmissão em TV da Série A.

RELEMBRE:
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Tags: Bonsucesso

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