Em 24/04/2017 às 15 h02

Mirinho avisa: "Macaé, se não tiver uma parceria, não disputa a Série C"

Problemas financeiros seguem assolando o clube do Norte Fluminense


Autor: Renan Mafra / Foto: Tiago Ferreira (MEFC)

Parece notícia velha, mas não é. Assim como no ano passado, a situação financeira do Macaé é bem complicada. Conforme apurou o FutRio.net, a diretoria do clube honrou com os compromissos salariais com os jogadores no Campeonato Carioca, mas para a Série C do Brasileiro a dificuldade é grande. Por esse motivo, o presidente do Alvianil Praiano, Teodomiro Bittencourt, o Mirinho, foi bem claro: se o Leão do Norte Fluminense não conseguir uma parceria, não joga a Terceira Divisão Nacional.
 
- Estamos dependendo de uma parceria. Só disputaremos o Campeonato Brasileiro se conseguirmos um parceiro. Teremos algumas reuniões esta semana e vamos ver o que vai acontecer. Estamos sem patrocínio nenhum. A CBF só nos ajuda com as passagens e hospedagens, mas quem paga os jogadores? Precisamos de pelo menos R$ 200 mil por mês. Pode colocar no FutRio: Macaé, se não tiver uma parceria, não disputa a Série C do Brasileiro - explicou o dirigente.
 
Mirinho lembrou que por muitos anos o clube tinha o apoio da Prefeitura de Macaé, mas que isso não é possível atualmente, pois com a grave crise que assombra o estado do Rio de Janeiro, o município vem passando por seguidas dificuldades financeiras.
 
- Antigamente a prefeitura apoiava o clube, hoje não apoia mais. Hoje existem muitas dificuldades, a cidade perdeu muito dinheiro e eu estou me virando sozinho. Mas para o Brasileiro não dá pra fazer isso. Sem parceria não jogamos. Quem vai pagar? Vamos disputar pro jogador fazer greve depois? Não quero isso mais não - ressaltou.
 
Possível parceiro trará comissão técnica

Apesar das dúvidas que pairam sobre o clube, Mirinho revelou que o Macaé tem alguns jogadores em seu elenco, mas que a comissão técnica deve ser uma escolha do possível investidor que fechar com o Alvianil.
 
- Temos uma base já formada aqui, o parceiro que fechar com a gente vai trazer uma comissão técnica. Temos aqui cerca de 20 jogadores que estão prontos pra jogar, mas precisamos de patrocínios. Estamos abertos a isso, mas se não conseguirmos, não vamos jogar - frisou.
 
Moacyrzão segue sem laudos

Outra preocupação de Mirinho é o Estádio Claudio Moacyr de Azevedo. Sem os laudos técnicos necessários, o Macaé não pôde jogar lá durante o Campeonato Carioca. O presidente do Leão revelou que isso causou muitos prejuízos ao clube, mas revelou também que houve mudanças na Secretaria de Esportes da cidade, o que pode ajudar na liberação do Moacyrzão.
 
- O Claudio Moacyr continua parado, isso nos prejudicou muito durante o Campeonato Carioca. Até hoje está sem laudos. Quero jogar em Macaé, mas o estádio segue sem condições de uso. Na sexta (21) mudou a diretoria do estádio. O prefeito trocou o secretário de esporte, vamos esperar o que vai acontecer. Houve uma promessa da liberação do estádio, até porque se isso não acontecer, onde vamos jogar? Em que lugar? Friburgo? Bacaxá? Bangu? Não tenho dinheiro pra isso. No Carioca ainda me virei, mas no Brasileiro não dá. Tivemos um prejuízo grande por não jogar em casa. Contra o Vasco, na estreia do Fabuloso, jogamos no Nilton Santos e tive um prejuízo de R$ 135 mil. Se o jogo fosse em Macaé, esse valor poderia ter sido de lucro - disse.
 
A estreia do Macaé na Série C do Campeonato Brasileiro está marcada para o dia 14 de maio, justamente no clássico do Rio de Janeiro, contra o Volta Redonda, no Estádio Raulino de Oliveira.

Tags: Macaé, Mirinho, Brasileiro Série C

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