Em 09/05/2017 às 09 h55

Marcelo Vianna quer ajustes no Estadual para evitar decisões sem atrativos

Diretor de competições da FERJ, no entanto, diz que fórmula com turnos vai continuar


Autor: Vitor Costa / Foto: Úrsula Nery (Agência FERJ)

A nova fórmula de disputa do Campeonato Carioca para 2017 ainda rende, pirncipalmente por conta do resultado final. Campeão, o Flamengo não venceu nem a Taça Guanabara, nem a Taça Rio, chegando à decisão por possuir a melhor campanha na soma dos turnos. Apesar disso, o diretor de competições da FERJ, Marcelo Vianna, teceu elogios ao regulamento e projetou poucas mudanças, especialmente na reta final, quando os quatro grandes disputaram um turno que, na prática, não tinha validade para fins de título.

- Não vamos mudar tecnicamente o campeonato, mas podemos encaixar alguns ajustes, não necessariamente para 2018. Podemos tentar um melhor posicionamento nas fases decisivas para quem ganhar os turnos, ou algo que torne aquele momento final mais interessante. Isso, realmente, nós precisamos. Mas o formato com as duas taças e a final do campeonato vai continuar. Respeito quem pensa diferente, mas acho que é o mais interessante. Hoje o Rio tem três campeões: o da Taça Guanabara, o da Taça Rio, e o grande campeão carioca. Três torcidas diferentes comemoraram - afirmou o dirigente, em entrevista exclusiva ao FutRio.net.

Sobre o fim da tradição que perdurou até 2013, com o campeão da Taça Guanabara enfrentando o campeão da Taça Rio na final, Marcelo Vianna deixou claro: foi uma solicitação da TV, que neste ano pagou mais de R$ 120 milhões pelos direitos de transmissão do campeonato. Naquele ano, o Botafogo venceu os dois turnos e, com isso, não houve final, trazendo prejuízos aos patrocinadores do torneio. Com a existência de uma semifinal geral e a impossibilidade do título direto, todas as datas reservadas para o campeonato são preenchidas. Assim, de acordo com o raciocínio da entidade, a final do Carioca fica garantida, e a tradição dos turnos também.

- A gente aceita as críticas, mas algumas coisas não dependem da gente. Acho interessante o formato dos turnos. É óbvio que o campeão da Taça Guanabara fazer a final com o da Taça Rio seria o mais lógico, assim como o ganhador dos dois troféus ser o campeão. Mas isso é reflexo do mercado. Quem compra o campeonato, e paga muito bem por isso, quer que as 18 datas sejam preenchidas e quer dois clássicos no Maracanã na semana final. Nós precisamos atendê-los. E o Rio de Janeiro sempre foi conhecido pelas duas taças. A fórmula precisa de ajustes? Precisa. Sentando e conversamos, podemos achar uma fórmula um pouco mais atraente, principalmente na fase entre as semifinais da Taça Rio e as semifinais gerais - explicou.

Confira outros trechos da entrevista de Marcelo Vianna:

Balanço do campeonato
- É o fim de um ciclo. Vamos melhorar o que deu certo e acertar o que deu errado, para que o produto seja cada vez melhor. No geral, o campeonato privilegiou os dois melhores times tecnicamente, com duas partidas finais e com o Maracanã lotado, sendo a última um recorde de público nacional. O balanço, sem dúvidas, é bem positivo.

Problemas
- Dentro da minha visualização tivemos muitos percalços, como a segurança pública precária no Rio de Janeiro e o problema de relacionamento entre Flamengo e Botafogo, o que dificultou a utilização do Estádio Nilton Santos, nosso principal estádio na ausência do Maracanã. Isso foi muito grave. Durante a semifinal e a final da Taça Guanabara, foi um período muito complicado.

Média de público
- Não tivemos uma média interessante, pouco mais de 4 mil torcedores, mas eu procuro considerar somente os jogos envolvendo os grandes. O formato do Rio de Janeiro é diferente de São Paulo. Aqui temos clubes de bairro, sem torcida, somente simpatizantes que torcem pelos quatro grandes. Com isso, temos problemas com o público desses times. Ao contrário de Sâo Paulo, que tem centros mais desenvolvidos, como Ribeirão Preto, por exemplo, e eles possuem seus torcedores. Se a gente levar em consideração somente os grandes, nossa média foi de mais de 20 mil por jogo. Em transmissão, o campeonato bateu recordes de audiência. Em bilheteria, as duas finais foram muito interessantes e batemos o recorde de público nacional. Vamos sentar agora para buscarmos ajustes visando tornar a fórmula ainda mais atraente.

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