Em 26/07/2017 às 16 h10

Max, ex-goleiro com passagens por clubes do Rio, tem morte cerebral confirmada

Arqueiro construiu carreira em times como Botafogo, Portuguesa e Barra da Tijuca


Autor: Redação FutRio / Foto: Gabriel Andrezo (FutRio)

O futebol do Rio de Janeiro vive um dia triste nesta quarta-feira (26). O ex-goleiro Max, de 42 anos, teve a morte cerebral confirmada pelo Hospital da Lagoa, onde estava internado após sofrer um edema cerebral. O ex-atleta defendeu diversos clubes cariocas, entre eles o Botafogo, onde mais se destacou. Ele foi internado há um mês depois de sofrer uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, onde morava. Na ocasião, ele sofreu o edema, que se agravou ao longo das últimas semanas e o levou ao Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Max estava com a esposa, Marilda, quando o carro que dirigia foi atingido por outro automóvel, de onde saíram quatro bandidos armados. Na altura, o goleiro também se feriu na mão, mas ele e a mulher voltaram para casa sem maiores ferimentos. Marilda relatou ao jornal "O Dia" que, cerca de duas semanas depois, o ex-goleiro começou a sentir fortes dores de cabeça. Após exames, ele foi finalmente internado no dia 26, mas seu estado piorou.

Nascido em 27 de fevereiro de 1975, Maxlei dos Santos Luzia começou sua carreira na Portuguesa. No time da Ilha, faturou seu primeiro título profissional logo aos 21 anos: o da Segunda Divisão do Campeonato Carioca. Ficou na Lusa até 1999, quando transferiu-se para o Bangu. Lá, ficou pouco tempo antes de voltar à Lusa e passar discreamente pelo Friburguense. Pelo America, em 2001, viveu momentos mais destacados e acabou chamando a atenção do Botafogo, que o contratou.

Inicialmente reserva no time de General Severiano, Max foi alçado à titularidade no difícil ano de 2003, quando o Glorioso jogou a Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez. No entanto, ele se firmou e acabou levando o time ao acesso. No Bota, conquistou a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca de 2006, além de uma Taça Rio no ano seguinte. Em 2008, finalmente deixou o Fogão e passou a rodar por clubes como Vila Nova (GO), Itumbiara (GO), Joinville (SC), Boa (MG) e Gama (DF).

Seu último time no futebol profissional foi o Barra da Tijuca. Em 2014, ao lado de outros veteranos, ele foi titular na boa campanha do Tricolor da Zona Oeste na Série B do Carioca, perdendo por pouco o acesso inédito à elite. Depois da Segundona, Max se aposentou definitivamente do futebol. Ele deixa um filho de 12 anos. O Botafogo prestou homenagens e reservou um minuto de silêncio antes do jogo contra o Atlético (MG), nesta quarta, pela Copa do Brasil. A Portuguesa, onde começou a carreira, decretou luto oficial por três dias.

Tags: Botafogo, Bangu, Portuguesa

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