Em 22/08/2017 às 22 h15

Almir admite frustração em "ano triste" pelo Bangu; futuro está indefinido

Capitão reconhece dívida com alvirrubros: "Teve luta, mas o torcedor quer resultado"


Autor: Gabriel Farias / Fotos: Gabriel Farias (FutRio)

No Campeonato Carioca, campanha fraca, lutando contra as últimas posições. Veio o Brasileiro da Série D e a chance de recuperação. Resultado final? Saída precoce, ainda na primeira fase. E para ampliar o leque de decepções em 2017, o Bangu foi eliminado da Copa Rio, nesta quarta-feira (22), na fase quartas de final, diante do Americano, adversário da Segunda Divisão Estadual.

A vitória por 1 a 0 sobre o Alvinegro não foi suficiente para evitar novo fiasco -  na ida, revés por 2 a 0. O ano que se desenhava promissor, terminou em 22 de agosto. A lacuna que se abre agora vai se esticar até janeiro, no Campeonato Carioca, que será o principal projeto do proximo ano, já que o Alvirrubro não assegurou vaga em competições nacionais.

Capitão e referência técnica do Bangu dentro das quatro linhas, Almir não se omitiu da responsabilidade. Muito pelo contrário: fez questão de trazer o peso das decepções para suas costas, eximindo os mais jovens da culpa pelos insucessos em série.

- No momento bom o torcedor grita meu nome, me tem como ídolo. Agora é o momento do ídolo, do jogador experiente chamar responsabilidade e tirar o peso dos mais jovens. Tenho tranquilidade. É pensar no próximo ano.

O camisa 10 banguense ainda abordou outros temas: frustrações no Cariocão e na Série D, erro fatal na Copa Rio e até o prosseguimento da carreira. De cabeça quente, evitou cravar qualquer decisão, mas deixou claro que irá avaliar as opções.

Responsabilidade e pedido de desculpa
- Eu, como jogador experiente, líder da equipe, tenho que chamar essa responsabilidade. Assumo, tirando o peso dos jogadores mais novos. Não tem muito o que falar para a torcida. É pedir desculpa. A gente luta até o final, mas o torcedor quer resultado. É lamentar e seguir em frente.

Revolta da torcida
- A gente entende a revolta do torcedor pelo ano. Expectativa muito grande em cima da equipe do Bangu, pela estrutura que foi montada, por todo empenho da diretoria. A gente fica chateado. É lamentar e pedir desculpa pelo ano. Campeonato Carioca, Série D, Copa Rio... a frustração é muito grande para o torcedor e para a gente também, que está bastante tempo no Bangu, que gosta do clube, que se entrega. É um ano muito triste para a gente.

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Jogo de ida contra o Americano
- O jogo lá, que perdemos por 2 a 0, não poderíamos ter sofrido o último gol. Pecamos no primeiro jogo. O time jogou bem, criamos várias oportunidades, mas tomamos um gol no final da partida, de pênalti. Aquele gol não poderia. De repente se sai 1 a 0, seria mais fácil para a gente.

Vitória insuficiente na volta
- Falando desse jogo, acho que o time teve uma entrega muito grande, lutou até o final, mas não conseguimos fazer os gols. No jogo de volta aqui, como vocês viram, foi com o time do Americano todo atrás, se defendendo, dificultando para que nós fizéssemos os gols.

Rumo da carreira
- Eu tenho contrato até o ano que vem (30 de julho). Vamos ver. Vamos acalmar um pouco, colocar a cabeça no lugar. O Bangu é uma equipe que eu tenho um carinho muito grande. Pelo clube e pelos torcedores. Mas é como falei: não fujo da responsabilidade. Chamo toda a responsabilidade.

Tags: Bangu, Copa Rio, Almir

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