Em 11/09/2017 às 14 h23

Chiquinho Lima desabafa, responsabiliza árbitro e cita até justiça divina

Treinador, sobre João Batista de Arruda: "Grande responsável pelo título do America"


Autor: Gabriel Farias / Foto: Gabriel Andrezo (FutRio)

A final da Taça Corcovado entre Itaboraí e America parece longe de acabar. Pelo lado derrotado, os dois pênaltis assinalados em favor do adversário, já depois dos 40 minutos do segundo tempo, foram muito contestados. A ponto do técnico Chiquinho Lima eleger o árbitro João Batista de Arruda como principal responsável pelo título americano, que levou o time da capital ao jogo do acesso, contra o Audax.

Ao todo foram quatro pênaltis assinalados durante os 90 minutos. Aquele que gerou maior revolta foi o proveniente de toque na coxa de Raphael Neuhaus, onde o árbitro viu mão. O outro que exaltou os ânimos aconteceu em suposta obstrução de Rafael Andrade sobre Philip. Enquanto Léo Rocha desperdiçou um, Allan convertou o outro, forçando o desempate nas disputas de pênaltis, esses depois do tempo regulamentar.

O America também contesta a penalidade assinalada em cima de Edu, que colocou a ADI na frente do placar. Talvez o único dos quatro tiros na marca da cal que não tenha gerado contestação foi o de Fabão sobre Robinho, que resultou na expulsão do zagueiro na reta final do primeiro tempo.

Chiquinho não economizou nas críticas. Além de qualificar João Batista de Arruda como "grande responsável pelo título do America", pediu ainda uma punição severa e citou até mesmo a justiça divina, declarando que o árbitro "vai pagar caro" pelas falhas.

Confira a entrevista concedida ao FutRio.net:

Maior responsável pela derrota
- Do que aconteceu dentro de campo, o João Batista foi infeliz em tudo que aconteceu. Foi o grande responsável pelo título do America. Não tiramos o mérito da equipe adversária, que nos venceu nos pênaltis, mas a gente lamenta, porque um clube como o Itaboraí, que dá boas condições de trabalho, perder um campeonato com perspectiva de buscar uma Primeira Divisão, da forma que foi, é extremamente dolorido. Eu saio triste porque eu me formei no America, no Rio de Janeiro, como atleta. Estou tendo a primeira oportunidade como treinador aqui, porque só havia trabalhado no Centro-Oeste, Sul e Nordeste do país. Vir aqui e perder um campeonato da forma que foi é muito triste.

Má-fé?
- É uma pergunta complexa. Você poderia transferir para o chefe de arbitragem da Federação (o FutRio.net tentou contato através da assessoria de comunicação da FERJ, mas ainda não obteve retorno). Eu particularmente não acho que foi normal. Numa final de campeonato ele dar quatro pênaltis, sendo um pênalti claro que bateu na coxa do nosso jogador... O que aconteceu é uma situação para se pensar, principalmente numa Segunda Divisão do Rio. Se ano que vem acontecer com outro clube, que não seja o Itaboraí, mas que tenha a mesma dinâmica de organização, chegar numa decisão e acontecer uma coisa dessa, vai ser mais uma equipe fora. Sendo que são equipes que dão boas condições, que pagam em dia, que ficam de fora por causa de um cara que não é profissional.

Pedido por punição
- Tem que ser tomada uma atitude. O João Batista tem que ficar, no mínimo, até o início do próximo ano sem apitar, se aprimorando, se qualificando, porque o que ele fez, não pode. Ele mexeu com um ser humano. Ele vai pagar muito caro. O que eles nos tirou hoje, ele vai pagar um preço muito caro, muito alto. A palavra de Deus diz que quando você mexe com um filho de Deus, a mão de Deus é muito pesada. O que ele fez hoje com as famílias de Itaboraí, com as famílias dos profissionais que trabalham no Itaboraí, ele vai pagar um preço muito caro.

Profissionais envolvidos
- Ele não tirou o sonho do Chiquinho. Ele tirou o sonho de 60 famílias diretas e mais centenas indiretas, porque a cidade de Itaboraí estava mobilizada pelo projeto. Os torcedores vieram, fizeram grande festa. A gente lamenta, fica muito triste. Tenho certeza que os gestores do clube estão muito tristes. Se eles entenderem que não tem como dar prosseguimento ao projeto, infelizmente um clube que dá boas condições de trabalho vai ter que morrer no meio do caminho.

America sem superioridade
- Vamos ser bem sinceros: o America iria jogar o segundo tempo inteiro e não ia conseguir fazer gol na gente. E é bom que a televisão filmou, porque tem que ser tomada uma atitude. A gente cobra, vocês da imprensa cobram, a mídia de modo geral cobra a qualificação dos treinadores, a qualificação dos profissionais de comissão técnica... O Itaboraí deu uma aula de comportamento tático, uma aula de atletas que sabem jogar, uma aula de comprometimento com o clube. A gente gasta dinheiro, investe em qualificação e em 90 minutos vem um profissional, que no caso do João Batista, não é profissional, porque ele tem outro emprego. Na segunda-feira ele vai para o emprego dele e deixa 60 famílias desempregadas, esperando sabe lá Deus quando, para voltar a trabalhar.

Campeão moral?
- Falei para os meus jogadores durante o intervalo: se o America tivesse que ser campeão, teria que ser jogando melhor do que a gente, com um a mais, fazendo jogo de imposição. E não foi o que aconteceu. Justamente o contrário: nós mostramos qualidade na parte técnica, no jogo posicional, na compactação, fizemos o gol por merecimento e poderíamos ter ampliado numa jogada do Edu que o bandeira deu impedimento que não estava. E no final o America sai com o título porque um profissional que não é profissional, porque não vive do futebol, estraga o espetáculo. Você está vendo os gestores do Itaboraí tristes, chateados, com as famílias chorando... Saio triste porque esse não é o futebol que quero para mim, que deixo de legado. Saio triste por tudo que aconteceu. Se tivesse que ter saído um campeão, teria que ter sido o Itaboraí.

Tags: Itaboraí, Carioca Série B1, Chiquinho Lima

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