Em 05/10/2017 às 21 h00

10 mais: os momentos positivamente marcantes da Série B1 do Carioca 2017

FutRio.net elabora lista com situações mais memoráveis do ano na Segundona


Autor: Gabriel Andrezo / Foto: Gabriel Andrezo, Vitor Costa, Juliana Oliveira, Flávio Berredo, Carlos Grevi

Depois de 220 jogos e 569 gols, a Série B1 do Campeonato Carioca terminou deixando saudade para alguns torcedores, sobretudo os de Goytacaz e America, que conquistaram o direito de voltar à elite do futebol estadual no ano que vem. Mas a verdade é que a Segundona de 2017 teve outros pontos positivos a serem levados em conta. Dentro e fora de campo, o Estadual da segunda divisão conheceu herois e viu histórias memoráveis, deixando uma impressão de que a competição pode continuar a ter uma evolução em organização e atenção do público nas próximas temporadas, caso algumas medidas sejam levadas adiante.

Pensando nisso, o FutRio.net elaborou uma lista com as 10 melhores coisas da Segundona de 2017, trazendo pontos técnicos, táticos e até de fora das quatro linhas para reviver um campeonato empolgante e que chegou a ser mágico em alguns momentos. Confira a lista!

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10. Petrópolis volta a respirar o Serrano
Quem ia aos jogos do Serrano no Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, tinha muito mais a ver que o Leão da Serra em campo. Com uma série de ações de marketing, que iam desde shows musicais no intervalo até food trucks, a diretoria do clube conseguiu levar um número interessante de torcedores às partidas do clube. Somada às ações, a performance do time na cidade serrana foi melhorando rodada após rodada. O ápice foi a vitória sobre o America (912 presentes), que fez o Serrano sair da zona de rebaixamento para a luta pelo acesso durante o segundo turno, embora não tenha conseguido vaga na semifinal.

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9. Uma rara Segundona sem paralisações e tapetões
Levando em conta o retrospecto recente, o fato da Segundona de 2017 não ter sido paralisada em nenhum momento por causa de ações judiciais já pode ser considerado uma pequena vitória. Na atual década, os campeonatos de 2011, 2013, 2015 e 2016 sofreram com questões assim, mas a Série B1 deste ano passou ilesa, apesar do quase protocolar adiamento da primeira rodada, de duas semanas. Apesar de clubes envolvidos no rebaixamento e na luta pelo acesso ameaçarem ir ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ), os processos não foram à frente e a competição terminou na data prevista, 30 de setembro.

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8. Audax e um futebol envolvente: faltou o acesso
Desde as primeiras rodadas, já se sabia que o Audax Rio tinha tudo para chegar longe. Não só pela qualidade das suas peças individuais, mas pelo estilo de jogo. Comandado pelo gaúcho Luciano Quadros, que fez carreira em São Paulo, o Laranja Meritiense se destacava pelo bom toque de bola e jogadas rápidas. Um meio-campo dinâmico, sem um homem de referência na armação mas com três jogadores versáteis era uma dos chaves do sucesso da equipe, que confirmou as expectativas ao fazer a melhor campanha geral da Segundona, com 13 vitórias em 20 jogos. Na hora de confirmar o acesso, porém, a equipe falhou.

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7. Exposição e audiências acima da média
É verdade que a tradição de muitos clubes ajudou nesse sentido, mas a exposição da Segundona em 2017 foi maior do que em qualquer outra temporada. Além das transmissões pela internet e pela TV, o interesse em parte da grande mídia nas histórias que envolviam clubes e jogadores da Segundona acabou fazendo crescer a atenção do público em cima do campeonato. O canal pago SporTV, que transmitiu os dois jogos da decisão, entre Goytacaz e America, estimou sua audiência nacional em cerca de 1,2 milhão de pessoas nos dois jogos. Um alcance que o Campeonato Carioca da Série B1 certamente não tinha como meta antes do início da competição, mas que veio bem a calhar e pode ser uma esperança para o torneio de 2018.

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6. Márcio Carioca se consagra como sinônimo de gol
Quando voltou ao São Gonçalo EC para a Série B1 deste ano, Márcio Gesteira da Silva já vinha com a bagagem cheia de gols. No Rio Branco (ES), ele balançou a rede dez vezes em 13 partidas. A promessa é de que tivesse sucesso, mas a coisa foi mais além. Depois de ser fundamental no título da Terceirona, em 2016, o camisa 9 voltou com tudo: nos primeiros quatro jogos da Segundona, já tinha cinco gols. Cirúrgico no posicionamento e na finalização, o atacante terminou como artilheiro do campeonato, com 18 gols. Até o momento, é o maior goleador do país, com 30. Aos 34 anos, mostrou que está no auge de sua forma.

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5. Léo Rocha e Allan: a dupla que faltava ao America
O America viveu um começo de temporada terrível. Derrotas para Barcelona, Audax Rio e Americano, mais atuações pouco convincentes diante de Carapebus e Barra Mansa, colocaram o acesso em dúvida. Mas dois jogadores ainda não tinham mostrado tudo o que sabiam. Um deles, aliás, sequer tinha chegado. O atacante Allan e o meia Léo Rocha formaram uma dupla que se tornou fundamental na arrancada rubra rumo ao acesso. O goleador começou sua série de gols na virada entre os turnos, altura em que Léo acertou seu retorno ao America. O camisa 10 deu um show de bola, assistências e gols: foram 11, com mais 12 do artilheiro do século. Qualidade decisiva, de luxo e em dobro.

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4. Paulo Henrique e uma volta por cima inesquecível
Paulo Henrique, técnico do Goytacaz, precisou lidar com uma perda irreparável no começo do ano. Em fevereiro, ele perdeu o filho, também treinador, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). O que poderia ser o fim da carreira virou motivação. Aos 74 anos, ele recebeu pouco depois um convite para treinar o Goytacaz e o aceitou. Identificado com o clube onde estreou como técnico, em 1976, montou um time sem estrelas, mas que se provaria bastante competente na Segundona. Com o título do primeiro turno, confirmou o acesso de maneira dramática sobre o Americano e acabou com o título. Um ano para ficar na memória.

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3. #brotanabase e #tocaomerengue: a arrancada do Itaboraí
O Itaboraí começou o ano de maneira bastante complicada. Depois de um 2016 em que namorou o acesso, mas não o conquistou, a Águia trocou de treinador duas vezes e passou por grandes turbulências até encontrar Chiquinho Lima, que renovou o moral da equipe a partir do fim do primeiro turno. De coadjuvante, o time passou a conquistar vitórias importantes e, no embalo do artilheiro Edu, subir na classificação. A reação virou até música, composta pelo goleiro Serjão (veja vídeo acima), exaltando a hombridade do grupo e a raça de um time que fez a melhor campanha da Taça Corcovado. Na controvertida decisão do returno, porém, o Itaboraí acabou batido pelo America e adiou por mais um ano o sonho de seu inédito acesso.

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2. O retorno do America, no embalo de sua torcida
Não é novidade a fama de exigente do torcedor americano. Acostumado às conquistas dos anos 70 e 80, o fã mais antigo parece cobrar de sua equipe da mesma forma que antigamente, embora a realidade atual seja bem mais cruel. Se isso atrapalha em algumas ocasiões, não foi o que aconteceu em 2017. Mesmo com todas as críticas no começo da competição, a galera rubra abraçou cedo o time comandado por Lucho Nizzo. Dono de uma boa reação no segundo turno, o time viveu uma lua de mel com seus torcedores, que acabariam festejando o retorno à Série A depois de apenas um ano de ausência. O vice-campeonato nem doeu tanto.

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1. 25 anos depois, Goytacaz na primeira divisão
Nenhum torcedor sofreu tanto na Série B1 de 2017 quanto o do Goytacaz. O fantasma dos 25 anos longe da primeira divisão atormentava. Mas o Goyta foi conquistando resultados sólidos ao longo da Série B1. Em casa, ficou invicto mais uma vez. Fora, arrancou vitórias importantes e saiu campeão do primeiro turno numa emocionante disputa de pênaltis diante do Audax. Se o acesso já estava a uma vitória de distância, cabia à equipe manter o ritmo para o jogo decisivo, que ironicamente seria diante do rival Americano. A vitória veio, mas não sem emoção: o já famoso gol de Luquinha, no minuto final, acabou com uma espera de um quarto de século. O título estadual, conquistado sobre o America, foi a cereja no bolo para o Goyta, que finalmente pode voltar a se considerar, após tanto sofrimento, membro da elite do futebol carioca.

Nesta sexta-feira (6), os 10 piores momentos da Segundona.

Tags: Carioca Série B1

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