Em 06/11/2018 às 14 h47

Em inquérito, presidente afastado do Barra Mansa nega venda de resultados

Anderson Florentino, o Andrinho, e outros ex-dirigentes estão sendo investigados


Autor: Redação FutRio / Foto: Cláudio Burger (FutRio)

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) realizou nesta terça-feira (6) procedimento de inquérito que visa apurar a denúncia sobre a suposta manipulação de partidas na disputa da Série B1 do Campeonato Carioca de 2017. Dirigentes do Barra Mansa são os alvos da investigação, que também vem sendo realizada pela Polícia Civil.

Compareceram à sede do TJD-RJ o presidente afastado Anderson Florentino, mais conhecido como Andrinho, e o integrante fixo da comissão técnica do clube, Luiz Fernando Irala, que chegou a exercer o cargo de treinador durante a Segundona Estadual de 2017. O FutRio.net teve acesso ao depoimento de Andrinho, que negou envolvimento com qualquer tipo de venda de resultados.

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O presidente afastado alegou que, durante 2016, chegou a administrar o clube com dinheiro pessoal. No ano seguinte, entretanto, teria deixado o comando do departamento de futebol a cargo da empresa AG Sports. Ainda segundo Andrinho, a indicação da parceira teria sido feita pelo presidente do Conselho Deliberativo, Silvio Francisco.

As declarações de Anderson Florentino no inquérito seguiram no sentido da alegação de inocência. O dirigente disse que, assim que tomou conhecimento das denúncias sobre manipulação, afastou a AG Sports do Barra Mansa e voltou a tomar as decisões sobre o futebol profissional. Andrinho ainda apontou que tais denúncias contra ele são de "conotação política", já que teriam sido iniciadas por sócios derrotadas no pleito eleitoral.

Andrinho ainda concluiu afirmando que "surgiram boatos" sobre jogos que teriam sido manipulados, mas que "as denúncias jamais foram comprovadas". Florentino ainda ressaltou que não sabe apontar responsáveis sobre tais acontecimentos e que a AG Sports, mesmo tendo sido afastada, não poderia ser responsabilizada. Ele ainda revelou ter recebido ameaças de uma pessoa desconhecida e que a vida emocinal "sofreu forte abalo" desde então.

Após os esclarecimentos iniciais em inquérito, o TJD-RJ ainda decidirá se oferece ou não denúncia na esfera da Justiça Desportiva contra os ex-dirigentes do Barra Mansa. O clube, que em 2018 disputou a terceira divisão estadual, aguarda o próximo ano para voltar a campo e novamente participar da Série B2 do Campeonato Carioca.

Tags: Barra Mansa,

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