Em 07/11/2018 às 16 h06

Exclusivo: Andrinho fala sobre acusações no Barra Mansa e reforça inocência

Presidente afastado do clube também falou sobre dinheiro da venda de Dalbert


Autor: Redação FutRio / Foto: RJ Interior

Polícia Civil e Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) investigam, em esferas distintas, denúncia sobre a suposta manipulação de resultados envolvendo o Barra Mansa na Série B1 do Campeonato Carioca de 2017. Após ser alvo de mandato de busca e apreensão de documentos realizado pela Delegacia do Consumidor, em setembro deste ano, o presidente afastado do clube, Anderson Florentino, o Andrinho, compareceu na última terça-feira (6) à sede do TJD-RJ para participar de procedimento de inquérito que visa esclarecer as acusações.

Após dar o depoimento ao Tribunal, Andrinho concedeu entrevista exclusiva ao FutRio.net. O dirigente alegou inocência e garantiu ter provas suficientes que o afastam do suposto esquema de venda de resultados na Segundona Estadual da temporada passada.

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– Viemos (ao TJD) porque fomos convidados a esclarecer e não temos porque correr dos fatos. Em todas as acusações que pairam sobre a gente, temos provas para mostrar que não existe culpa em nada disso. Essa suposta venda de resultados, de um jogo que foi 2 a 2 (contra o Audax), em momento algum participamos de negociata para tentar botar o clube numa situação vexatória dessas. Ficamos sabendo através da imprensa e ficamos surpresos com os boatos que surgiram na ocasião.

O presidente afastado do Barra Mansa voltou a reforçar que não possui qualquer temor sobre investigações que estão sendo realizadas. Andrinho garantiu que um relatório de documentos e comprovantes de despesas de sua gestão será apresentado ao Conselho Fiscal do clube.

– Nós temos provas suficientes. Estivemos com nosso Conselho Fiscal e estamos aprovando nossa documentação, nossas notas, mostrando que estamos de mãos limpas. Em nenhum momento que formos chamados, seja aqui (Tribunal de Justiça Desportiva), seja em sede policial ou em Fórum, jamais vamos ter medo algum. Não temos o que temer – disse.

Venda de Dalbert também está em foco

A venda do lateral-esquerdo Dalbert, do Nice (FRA) para a Inter de Milão (ITA), em 2017, é outro alvo de investigação por parte da Polícia Civil. O Barra Mansa teve direito ao montante de R$ 342 mil em virtude de ter participado da formação do atleta. Segundo Andrinho, tal valor foi destinado integralmente às despesas com o departamento de futebol profissional. As acusações, entretanto, dão conta de que o até então presidente teria despositado a quantia numa conta pessoal.

– Contra fatos, não há argumentos. Contra mim paira que, o dinheiro que recebi do Dalbert, eu fiz uso próprio. Só que a gente tem notas, que serão aprovadas pelo Conselho, porque são notas que realmente gastamos de mercadorias, reformas de estádio, aluguel de casas, enfim... foram quase cinco meses de gastos com o time. O valor que conseguimos ganhar, de R$ 342 mil, até faltou. Gastamos até mais do que isso e vai ser comprovado através da nossa prestação de contas que foi entregue ao Conselho – explicou Andrinho, que acredita ser alvo de perseguição política:

– Não temos o que temer. Quem conhece futebol e movimenta o futebol, achar que se faz um campeonato com R$ 342 mil... É algo complicado nesse país. As pessoas vêm para acusar. Teve uma conotação política de pessoas lá atrás que queriam pegar o clube e não conseguiram. Agora eles estão fazendo essa bagunça na minha vida, dos meus familiares. A gente queria um pouco mais de respeito. Nossa vida não é só futebol. Temos vida, família e pessoas por trás que estão sofrendo com isso tudo aí.

O Barra Mansa, na atual temporada, disputou a terceira divisão do Campeonato Carioca e não conseguiu o acesso. Enquanto se vê envolvido em polêmicas extracampo, o Leão do Sul só deve reaparecer dentro das quatro linhas entre os meses de maio e junho de 2019, quando uma nova edição da Série B2 terá início.

Tags: Barra Mansa

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