Em 11/01/2019 às 12 h14

Pressão da torcida aumenta e Goytacaz entra em ebulição antes do Grupo X

Novo resultado negativo gerou mais protestos contra jogadores, comissão e diretoria


Autor: Gabriel Farias / Fotos: Valdir Santiago

O clima não foi nada leve para o Goytacaz durante a derrota por 1 a 0 para o America, pela Seletiva, na última quinta-feira (10). O Alvianil entrou em campo no Aryzão já sem chances de classificação, o que não evitou que a torcida protestasse em diversos momentos. Ao final do duelo, um grupo de torcedores chegou a se posicionar próximo ao vestiário, hostilizando jogadores, comissão técnica e diretoria.

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Com mais um jogo da primeira fase pela frente, o Goyta já pensa no Grupo X, onde a missão será evitar o rebaixamento à Segundona Estadual. Antes, no entanto, será preciso adquirir tranquilidade. A cobrança, apesar de pesada, é encarada com naturalidade pelos jogadores.

- Torcedor tem direito de cobrar. Ele paga o ingresso e vem aqui querendo ver um bom futebol. Independente de jogar bem ou não, ele quer ver as vitórias. Então a cobrança é válida. Jogador de futebol que vem para campo e não sabe aceitar as cobranças, tem que ir para outro tipo de profissão. Sabemos que eles vieram para apoiar e nós não jogamos tão bem - disse o centroavante Léo Guerreiro, que foi vaiado ao sair de campo.

- Sabemos da importância do Goytacaz permanecer na Seletiva. Vamos com tudo para tentar pontuar contra o Macaé, mas já estamos com a cabeça no Grupo X porque não podemos deixar essa instituição ir para a segunda - avisou o camisa 9.

"Isso já é cultura do futebol"

Um dos poucos que teve atuação destacada na derrota contra o America foi o goleiro Gláucio, que estreou como titular. Ele evitou um placar ainda pior com defesas pontuais. Sobre a relação tensa com a torcida, o arqueiro demonstrou tranquilidade, mas colocou limites dentro do que é aceitável.

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- Torcedor paga ingresso, quer reclamar, xingar, aquilo tudo. Mas quando interfere querendo invadir vestiário, brigar com jogador, aí já muda essa situação. Até porque, imagina se um jogador descobre onde o torcedor trabalha e vai lá xingar ele, querer brigar com ele. Desde o momento em que ele pagou ingresso, quer xingar e protestar. Isso já é cultura do futebol, ainda mais no Brasil. Isso é normal. Quando passa dos limites, já não é futebol, não é mais esporte.

O Goytacaz encerra a participação na Seletiva encarando o Macaé, em jogo sem valor para ambos no domingo (13), às 16h, no Moacyrzão. As duas equipes focam no Grupo X e na árdua missão de evitar o descenso para a Série B1.  O Placar FutRio acompanha em tempo real.

Tags: Goytacaz, Carioca Série A

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