Em 22/02/2019 às 09 h05

Descontraído, Zaluar cita "cervejinha" e enaltece profissionalismo do elenco

Após tirar o peso das costas, treinador lembrou detalhes do duelo contra o Goytacaz


Autor: Jhonathan Jeferson / Foto: Divulgação Macaé

O Macaé está livre do rebaixamento para a Série B1 do Campeonato Carioca. Muito disso se deve ao profissionalismo dos atletas e comissão técnica, de acordo com o técnico Luís Antônio Zaluar. O comandante do Alvianil praiano, relembrou com mais tranquilidade o duelo contra o Goytacaz e enalteceu seus atletas, definindo a partida como inesquecível. Segundo o comandante, a duelo ficará guardado na memória.

- Teve um pouco de tudo. Acho que é o jogo que vai marcar a carreira de todo mundo que participou. Eu vi um momento difícil na hora da marcação do pênalti e, logo depois, aquela reviravolta e a gente conseguindo uma vitória no finalzinho do jogo, tendo que colocar goleiro reserva na linha. Foi um jogo com ingredientes de uma partida inesquecível. Graças a Deus consagrou o profissionalismo de todos que fizeram o futebol do Macaé nesse ano de 2019.

Passando por dificuldades financeiras, o Macaé foi perdendo atletas ao longo da competição a ponto de chegar na terceira rodada com apenas 14 atletas relacionados para a partida. Zaluar afirmou que já sabia o que poderia acontecer e deixou clara as dificuldades da equipe, principalmente nesta última partida, contra o Goyta.

- Logo na virada do turno, eu percebi que chegaria a um ponto muito complicado. Sinceramente, em 35 anos de carreira, eu nunca passei por nada parecido. Viajamos no dia para Campos, não treinamos na véspera, porque teve um problema no nosso campo. O almoço, cada atleta comeu em sua casa. Tínhamos 14 atletas, sendo que o Babi estava com uma luxação no ombro. Foi medicado, teve que botar uma tipoia para segurar o braço. Eu tive um jogador expulso, um com cartão amarelo. Tive que fazer as duas substituições que tinha, que foram a entrada do Diego e do Jefferson. No final, conseguimos fazer o gol. O Babi em uma queda sentiu o ombro novamente, que já era previsível. Não tinha como colocar ninguém. Tivemos que trocar a roupa do goleiro reserva e ele entrar em campo e a gente conseguir essa vitória. Eu escrevi mais uma página no meu caderninho de história do futebol.

Tendo que cumprir tabela contra o Nova Iguaçu neste sábado, Zaluar comemorou o fato de ter exatamente 11 jogadores para iniciar e o goleiro reserva no banco. 

- Por incrível que pareça, eu tenho exatamente 11, contando com o Babi. O 12º é o Felipe, goleiro, que entrou na linha. Nós vamos terminar o Grupo X dessa forma. Graças a Deus esse jogo tomou conotação de amistoso, já que as duas equipes permaneceram na elite do futebol carioca, se é que pode chamar isso de elite. Nós temos 11 atletas, sendo que um está lesionado. Temos nosso goleiro reserva que, como no futebol de salão, vira goleiro linha. Mais uma curiosidade para o nosso caderninho.

Cervejinha para descontrair...

Assim como o técnico Tite, atualmente na Seleção Brasileira e ex-Corinthians (SP), comemorou após o título brasileiro em 2015, Zaluar lembrou que, após partida, o elenco parou para comer uma pizza e, para aliviar a tensão pós jogo, rolou até uma cerveja entre parte da comissão técnica.

- A gente comeu uma pizza no caminho e eu, junto com o preparador físico, tomamos uma cervejinha para aliviar um pouco a adrenalina desse jogo. Realmente foi um jogo que cardíaco não aguenta. Aquela chuva, o gol feito pelo Jefferson, que é um jogador que foi pouco aproveitado, muito criticado sempre, gol de canhota ainda. Só tomando uma cervejinha com a família para aliviar. Graças a Deus dever cumprido e tiramos um grande peso das costas.

...heroi improvável

No início da Seletiva, no Guia FutRio, o jovem Jefferson foi indicado como possível revelação do Macaé, fato que causou certo desconforto no clube, já que o jogador não ganharia muitas oportunidades, assim como aconteceu durante a competição. Mas com o gol marcado que eliminou qualquer chance de rebaixamento do Macaé, Jefferson ganhou a alcunha de "heroi improvável" do comandante.

- Tivemos uma discussão sobre isso. Não tinha muita chance de ser aproveitado. Mas é aquela história do heroi improvável. Os dois últimos jogos foram decididos por jogadores que nem iam ficar. Um chegou a sair e voltar, que foi o caso do Diego.  Não tínhamos uma opção tática. Nos últimos três jogos, as substituições foram mais feitas pelo lado físico do que por opção minha tática. A gente vinha jogando da mesma forma pelo fato de ter pouquíssimos jogadores, mas deu certo. Só tomamos dois gols, não perdemos nesse Grupo X. É isso. Superação. Futebol sem superação não se consegue nada.

O Macaé volta a campo nesta sexta (22), às 16h30, contra o Nova Iguaçu, pela última rodada do Grupo X, no Ferreirão. O Placar FutRio acompanha.

Tags: Macaé

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