Em 20/02/2019 às 18 h16

Salvação no Estadual forma heróis improváveis dentro do Macaé

Clube passou por diversas dificuldades, mas mostrou superação no Grupo X


Autor: Redação FutRio / Foto: Jhonathan Jeferson (FutRio)

Goleiro que era reserva e virou titular. Terceira opção para o gol, que virou segunda e jogou na linha. Zagueiro que chegou machucado, começou no banco e foi para o time titular só no Grupo X. Jogador com poucas oportunidades que se tornou salvador da pátria. Boas histórias não faltam ao Macaé, que se salvou do rebaixamento de maneira heroica.

Depois da Seletiva, o Alvianil Praiano começou a perder jogadores em sequência, muito por conta dos problemas financeiros atravessados, com salários atrasados. Coube ao técnico Luiz Antônio Zaluar se virar para montar a equipe, muitas das vezes sem poder realizar alterações táticas nas partidas. Nada disso, entretanto, fez o Leão amansar.

Improvisação de goleiro na linha

Em determinadas ocasiões, Zaluar só tinha três jogadores no banco de reservas, sendo que um era goleiro. E no jogo contra o Goytacaz, onde o Macaé se livrou da queda, Felipe Souza, goleiro reserva, teve que jogar na linha, já que o Leão do Norte Fluminense teve um jogador expulso e Matheus Babi se machucou.

- Pra mim, foi um momento único, nunca tinha passado por isso na minha carreira, mas sabia da possibilidade de ter que entrar na linha, pois nosso grupo ficou muito reduzido. As dificuldades são muitas fora de campo e quando a gente entra em campo superamos tudo isso, sempre com um ajudando o outro. E não ia ser diferente comigo. Quando entrei, sabia que não era na minha posição, mas o pouco que entrei pude ajudar de alguma forma a equipe sair com a vitória. Podia faltar técnica, mas, vontade de vencer e luta, isso não iria faltar - disse o atleta, que revelou nunca ter treinado na função.

- Nunca nunca tinha treinado na linha. Treinamos normal, eu na minha posição. O professor não me testou na linha em nenhum momento. Só nos rachões mesmo nas vésperas de jogo que eu jogava na linha, mas é algo normal. Pude ajudar minha equipe. Só faltou o gol (risos).

De reserva a herói, Bambu brilha

O grande herói do jogo contra o Goytacaz foi Bambu. Quando o jogo estava empatado em 1 a 1, o Macaé teve um pênalti contra e o zagueiro Anderson foi expulso. Porém, o goleiro do Alvianil Praiano, que começou o ano na reserva de Marcão, defendeu a penalidade e fez um milagre no rebote.

- Graça a Deus eu consegui fazer boas defesas e pegar o pênalti, num momento onde íamos ficar atrás do placar. Ficamos vivos na partida e conseguimos chega à virada, deixando o Macaé na primeira divisão - comemorou o camisa um.

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Apesar de todas as dificuldades passadas pelo Macaé, salários atrasados, saídas de jogadores e pouca estrutura, Bambu garante nunca ter duvidado da permanência na primeira divisão.

- Começaram os jogadores a ir embora e ficaram só os guerreiros. Mas sempre acreditamos que iríamos nos livrar do rebaixamento, pois os que ficaram são lutadores. Eu tinha certeza que sairíamos dessa situação, pois futebol é união e força. Esse esporte dá volta, um dia você está lá embaixo e no outro está por cima - ressaltou.

Cotado à revelação, Jefferson aparece para bilhar

A história de Jefferson é uma das mais emblemáticas na caminhada do clube no Campeonato Carioca. Ele chegou cotado a ser uma das revelações do Estadual, mas não agradou, teve poucas oportunidades e só voltou a ter chances com a debandada de jogadores.

- Tive poucas oportunidades, mas nunca deixei de trabalhar e de acreditar em Deus. E graças a ele, que me concedeu mais uma oportunidade na partida contra o Goytacaz, fui coroado com o gol da salvação. Mas os méritos primeiro são para Deus e depois para o grupo, que vem treinando forte mesmo passando por um momento delicado no clube - vibrou o jogador, que prosseguiu.

- Foi motivo de felicidades esse gol, pois tiramos um peso das costas. Só Deus sabe o que eu venho passando ao longo do tempo, mais ele é maravilhoso e nos coloca no momento certo e no lugar certo para nos abençoar.

Lesionado no início da preparação, Dilsinho dá volta por cima

Mal chegou ao Macaé e Dilsinho viveu um drama. Ele se lesionou logo nos primeiros treinos, ainda 2018, e acabou perdendo espaço dentro do elenco. Com a saída de alguns jogadores, virou titular absoluto da zaga do Leão do Norte Fluminense no Grupo X. A recompensa veio contra o Goytacaz, marcando o gol de empate da partida.

- Cheguei ao Macaé machucado. Mesmo assim, o clube apostou em mim. Treinei o mês de dezembro com muitas dores e acabei não fazendo o meu melhor. Nesse meio tempo o professor achou o esquema adequado para a equipe e eu acabei perdendo alguns jogos importantes. Mas eu sabia da minha qualidade e que tinha vindo para jogar. O gol contra o Goytacaz foi apenas parte do que o grupo merece - frisou.

Dilsinho exaltou o espírito coletivo dos atletas e afirmou que sempre demontrou confiança na permanência do Macaé, mesmo em meio a tantos problemas no dia a dia.

- Aqui no Macaé temos um grupo de homens. Todos os companheiros têm sua parcela nesse gol e eu seria injusto se não dividisse esse mérito com eles. Embora o risco de rebaixamento existisse, eu pensava que a gente não iria cair. Eu tinha essa confiança. Nosso time é qualificado, faltava apenas a gente ter mais atitude e sermos mais ousados - finalizou.

Já livre da queda, o Macaé fecha a participação no Campeonato Carioca na sexta (23), no duelo dos aliviados contra o Nova Iguaçu, às 16h30, no Ferreirão, em Cardoso Moreira. O Placar FutRio acompanha.

Tags: Macaé, Carioca Série A

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