Em 23/02/2019 às 14 h14

Zaluar faz balanço de campanha no Macaé e revela desejo de seguir no Rio

Treinador também fez críticas ao regulamento do Campeonato Carioca


Autor: Renan Mafra / Foto: Jhonathan Jeferson (FutRio)

Acabou o Estadual para o Macaé e, mesmo sofrendo goleada por 4 a 0 para o Nova Iguaçu, na sexta-feira (22), o clube se manteve na primeira divisão. Somando Seletiva e Grupo X, foram quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. Em meio a tantos problemas, como salários atrasados, saídas em massa de jogadores e poucas opções para escalar a equipe, Luiz Antônio Zaluar classificou a campanha como "muito boa".

- Pra toda situação que vivemos, nas duas fases, Seletiva e Grupo X, foi um resultado muito bom ter ficado na Seletiva. É justo pelo que apresentamos. Convivemos com dificuldades, algo comum nos clubes de menor investimento, que têm pouco apoio. Também tivemos dificuldades na estrutura, pois perdemos o Estádio Cláudio Moacyr durante a competição e trabalhamos num CT que não é do clube. O número de jogadores era muito pequeno, na Seletiva só tínhamos 22. Quando a equipe não vai para a fase principal, os atletas acabam recebendo propostas melhores e nós perdemos sete jogadores - detalhou o treinador, que prosseguiu.

- O Grupo X é mais justo do que a Seletiva. Na Seletiva são cinco jogos, qualquer erro é fatal. No Grupo X são jogos de ida e volta. Há tempo para se recuperar. Desde que eu cheguei, só perdemos três jogos: para America, Americano e Nova Iguaçu agora. Nem amistosos perdemos. Na minha concepção, não fomos para a fase principal por causa daquele jogo contra o Americano, quando tivemos aquele pênalti contra com um minuto de jogo e ele foi muito mal marcado. Se analisarmos o campeonato como um todo, o Macaé teve um bom aproveitamento convivendo com todas essas dificuldades.

Críticas ao regulamento do Grupo X

Com tantas dificuldades que teve para armar a equipe na reta final do Grupo X (chegando a utilizar goleiro na linha), Zaluar criticou o regulamento da competição, que veta inscrições de novos atletas para os clubes que não avançam à fase principal.

- Acho que o regulamento da Seletiva e do Grupo X precisa ser repensado. Perder jogador e não poder repor é muito complicado. E acho que a Seletiva deveria ser com jogos de ida e volta. Sei das dificuldades das datas, mas seria mais justo. Quando você não vai para a fase principal, é uma desmotivação grande dos jogadores. Os quatro clubes sofreram muito. E ainda tinha a possibilidade do Grupo Z, em caso de empate na pontuação - frisou.

Preferência por seguir no Rio de Janeiro

Quando aceitou o convite do Macaé, Zaluar explicou que queria ficar no Rio de Janeiro, já que seu pai se encontrava com problemas de saúde. Neste momento, o treinador não descarta aceitar propostas de fora, mas deixou claro que a prioridade é seguir no futebol carioca.

- O que me motivou a retornar ao futebol carioca foi meu pai, que já tem uma idade avançada e não está muito bem de saúde. Recebi algumas propostas, mas estava imbuído em terminar esse trabalho. Não queria deixar o Macaé cair. Muita gente boa saiu do barco, mas cumpri minha palavra. Agora não sei o que vai acontecer, mas a minha preferencia é o Rio de Janeiro. Somos profissionais, não sei quais propostas vou receber, já tem algumas coisas aparecendo, em estados que eu trabalhei, mas a minha preferencia é o Rio de Janeiro. Tem o mundo árabe que é uma opção também. Tudo que aconteceu aqui repercutiu lá - explicou.

Sem mais compromissos na atual temporada, o Macaé foca agora em 2020, quando terá a Seletiva como desafio inicial na Série A.

Tags: Macaé, Carioca Série A, Luiz Antônio Zaluar

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