Em 23/03/2019 às 12h01

Tréplica: Carlos Abreu rebate Duba e foca na sequência do Americano

Mandatário alvinegro volta a se pronunciar na reta final do Carioca


Autor: Renan Mafra / Foto: Jhonathan Jeferson (FutRio)

A polêmica partida entre Americano e Boavista ganhou mais um capítulo. Depois do presidente do Alvinegro Campista, Carlos Abreu, levantar suspeitas de arbitragens manipuladas e também afirmar que o Madureira seria "imexível" na FERJ (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) e "não poderia cair", Elias Duba, mandatário do Tricolor Suburbano, rebateu o chamando de débil mental.

Agora foi a vez da tréplica. Em entrevista à Rádio Absoluta, de Campos dos Goytacazes, Carlos Abreu voltou a alimentar a polêmica. O presidente do Americano disse que Elias Duba é um dirigente que faz uma espécie de coronelismo (expressão usada quando alguém comanda por muito tempo uma instituição através de um sistema adotado no Brasil entre o final do século XIX e início do século XX, e que ganhou esse nome por conta do controle de política e economia por parte de ricos fazendeiros, chamados também de coronéis).

- Eu não conheço esse senhor, só de fotos. Não fiz nenhum ataque pessoal, não me dirigi em nenhum momento a pessoa Elias Duba, ao contrário do que ele fez. Mas isso só mostra que ele é aquele coronelismo do futebol do Rio de Janeiro, que ainda existem aos montes. Deixou claro que ele é isso. Ele não me conhece, mas o tempo vai fazer ele me conhecer. E até para colocar uma pá de cal nesse assunto, num mundo onde prevalece o jogo de interesses, quando se fala as verdades, parece que você está provocando. Eu simplesmente falei o que aconteceu. Vou exigir da FERJ e dos órgãos competentes do futebol do Rio de Janeiro, que tudo seja muito bem apurado. Eu tenho muita esperança de que acontecerão mudanças no futebol do Rio de Janeiro. A verdade muitas vezes demora a chegar, mas quando chega é sem avisar - frisou o dirigente do Cano.

Relação com o Boavista e gastos para jogar no Elcyr Resende

Como a polêmica começou na partida contra o Boavista, quando Carlos Abreu disse que o técnico e o goleiro do Verdão de Saquarema, Eduardo Àllax e Rafael, respectivamente, falaram para ele que se sentiram envergonhados com a vitória (fato negado pela dupla citada), o mandatário do Alvinegro Campista deixou claro que não tem nenhum atrito com a diretoria da equipe da Região dos Lagos, elogiou os dirigentes pela recepção no Elcyr Resende e ainda revelou o valor que gasta por jogo em Saquarema.

- Eu tenho um relacionamento muito cordial e respeitoso com o pessoal do Boavista, inclusive com o presidente João Paulo, o diretor de futebol Tiago Alves, e todos os compromissos feitos para jogar lá, todos os pagamentos foram feitos de forma antecipada. E até para deixar claro e ser transparente com a nossa torcida: jogar em Bacaxá gera um prejuízo de cerca de R$ 40 mil, por jogo. Isso engloba aluguel, hospedagem e viagem. Nunca quisemos jogar lá, mas foi uma decisão da FERJ, que não deixou a gente jogar mais perto - disse o presidente, que prosseguiu.

- Como honramos tudo o que falamos, espero ser recebido como sempre fui, pois em nenhum momento eu quis polemizar com o Boavista. Muito pelo contrario, pois eles fazem grande trabalho no futebol do Rio de Janeiro. Mas, quis o destino, num jogo onde o Americano precisava ganhar, para praticamente estar livre da Seletiva, ter interferência de terceiros, que não foram nem Americano e nem Boavista. Não sabemos o que vai acontecer, mas para domingo, com um jogo de TV, com exposição, espero tudo tranquilo.

Planejamento para 2020 ainda não inclui Seletiva

Apesar das dificuldades no Campeonato Carioca, Carlos Abreu garantiu que não começou a pensar em Seletiva de 2020, e que seu foco é em observar jogadores, na segunda e terceira divisões do Campeonato Carioca, visando conseguir reforços para a próxima temporada.

- Não comecei a pensar em Seletiva. Nosso momento ainda é focar nesse Carioca, mas já estou pensando em renovação de alguns atletas, mesmo com o insucesso na competição. E independentemente do que acontecer, o Americano foi muito mal no Carioca. Não era o que eu esperava e evidentemente que mudanças terão que acontecer, mas já falei com o professor Josué e só vamos pensar nisso na próxima semana, onde vamos discutir isso juntos. Vamos começar o processo de mapear as Séries B1 e B2, já pensando na próxima temporada - explicou.

Possibilidade zero de Josué Teixeira sair

Josué Teixeira vai completar nos próximos dias um ano de Americano, acumulando as funções de diretor de futebol e treinador. Carlos Abreu deixou claro que não tem a mínima chance do técnico deixar o clube, destacando a seriedade do profissional.

- O Josué continua, ele tem dois contratos com o Americano: de gestão esportiva, como diretor de futebol, e de treinador. O contrato com ele é por dois anos e vamos honrar isso. Ele está sempre fortalecido e, sobretudo no futebol, é importante falar sobre isso, o grupo do Americano hoje é de pessoas sérias, honestas. E nos últimos tempos isso não é fácil no futebol. Inclusive com treinadores. Não queremos errar nesse quesito não - ressaltou.

Lamentação por lesões dos atacantes

Uma das maiores lamentações da torcida do Americano foi perder a dupla Maradona e Aquino, que se transferiu para o Madureira. Carlos Abreu, por sua vez, lembrou que os atacantes ainda não marcaram gols este ano e lamentou as muitas lesões no elenco montado, principalmente no ataque.

- É verdade que não conseguimos suprir as saídas do Maikon Aquino e do Cláudio Maradona à altura, mas temos que fazer uma análise muito criteriosa para não sermos injustos. São dois aspectos: o primeiro é que os atletas que vieram não conseguiram jogar. O Dedé teve uma série de contusões, não teve uma continuidade. O Marcos Paulo teve chikungunya e quase não jogou. Sem contar uma série de lesões. O departamento médico teve que trabalhar muito. Mas, apesar da qualidade de Maradona e Aquino, que a torcida sente falta, eles foram para outro clube e não fizeram gols ainda. São muito bons, mas fizeram gols pelo Americano, com o professor Josué que montava um esquema para eles dois jogarem. O Madureira levou os dois e mais alguns jogadores nossos e não tiveram sucesso.

Jogadores são afastados por indisciplina

Além de todos os problemas que o Americano encontrou no Campeonato Carioca, Carlos Abreu ainda revelou que afastou três jogadores - Abuda, Patrick e Paulo Vitor - por indisciplina. O trio, entretanto, não está descartado definitivamente.

- Eu afastei três atletas do clube por problemas de indisciplina. O Paulo Vitor, o Abuda e o goleiro Patrick. Foram atitudes erradas no dia a dia, nos treinamentos. Eram comentários negativos que acabam dificultando o trabalho. Tão logo eu recebi essas informações, que eu procurei apurar, conversei com o professor Josué para retirá-los do grupo de trabalho. Após o término do campeonato, vamos discutir o que vai acontecer com relação a eles, se vão ser reintegrados ou emprestados. Ainda vou escutar os atletas, são profissionais. E além de tudo isso, são seres humanos, pessoas que temos carinho e pensamos sempre no bem do Americano - finalizou.

Na última participação pela Taça Rio, o Americano encara o Botafogo. O jogo acontece neste domingo (24), às 16h, no Estádio Elcyr Resende, e o Placar FutRio acompanha em tempo real.

Tags: Americano

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