Em 16/06/2019 às 11h57

Com apenas um ponto, Zaluar fala em tom de despedida no Sampaio Corrêa

Galinho da Serra é a grande decepção da Segundona Estadual até aqui


Autor: Redação FutRio / Foto: Léo Borges

Ao que tudo indica, a passagem do técnico Luís Antônio Zaluar está chegando ao fim no Sampaio Corrêa. Após a derrota para o Nova Cidade, no último sábado (15) - a terceira em quatro jogos na Série B1 do Carioca -, o comandante foi bem sincero na análise e admitiu que o término do trabalho pode estar se aproximando.

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Zaluar assumiu o comando do Sampaio na semnana que antecedeu a estreia na Segundona, após Luiz Antônio Ferreira, até então treinador do Galinho da Serra, se desligar do cargo por problemas pessoais. Alçado ao posto de favorito ao acesso antes da bola começar a rolar, o Sampaio soma três derrotas e um empate em quatro jogos. Com apenas um ponto, o time ocupa a vice-lanterna do Grupo A. No geral, está apenas uma posição acima da zona de rebaixamento.

- Evidentemente um treinador como eu, com três derrotas, a especulação começa. Temos que saber se é importante a nossa continuação ou não. Você tem que colocar na sua balança pessoal e o clube na dele. Não tem o menor problema isso (deixar o cargo). Não vai ser a primeira nem a última vez que isso vai acontecer. O trabalho de treinador é a longo prazo, mas quando você pega o time num campeonato, não tem encaixe e bate essa insegurança que inexplicavelmente bateu nesse grupo, as mudanças têm que acontecer - disse Zaluar, que prosseguiu com uma análise repleta de clareza.

- Vamos ver o que vai acontecer. Sou bem consciente das coisas. Temos que parar para pensar, refletir, para tomar a melhor decisão.

Confira outros temas abordados pelo treinador do Sampaio Corrêa após a derrota de sábado:

Erros em série
- A partir do momento que a instabilidade emocional bate, numa sequência ruim de resultados, as coisas tendem a dar errado porque o nervosismo bate e o jogador fica inseguro de executar as ações que foram combinadas e acaba falhando. Perdemos três jogos em sequência levando gols bobos em falhas nossas. Hoje não foi diferente. Numa bola aérea, temos um zagueiro de quase dois metros de altura, um goleiro alto, e como vamos tomar duas bolas viajadas daquele jeito? Ainda tiveram as inúmeras chances que criamos na cara do gol e acabamos não fazendo... a bola pune, é cruel.

Pior início de trabalho na carreira
- Sinceramente, não me lembro de uma sequência minha tão ruim no início de um time. Aqui no Rio não me lembro de ter acontecido isso. A vida da gente é assim, não é só vitória. Temos bons momentos e maus momentos. A gente faz um trabalho, mas às vezes o time não encaixa. Dentro do campeonato vamos tentando e o Sampaio ainda não encaixou. Não me lembro de ter participado de uma campanha tão ruim no início assim. É uma pena porque o time tem potencial, a gente queria ajudar bastante o Romulo (Gomes, presidente) e o Badá (diretor de futebol). Queríamos dar a contribuição, mas com essa derrota, a terceira no primeiro turno, demos praticamente adeus, não temos chance.

Elenco abatido
- Já troquei os jogadores nesses quatro jogos, não repeti o time, e tenho certeza que os garotos trabalham e temos um ambiente muito bom, mas infelizmente ainda não encaixou. Essa possibilidade (de deixar o cargo) existe, evidente que existe, sem a menor mágoa minha ou do Sampaio, clube em que já estive antes. Deu tudo certo daquela vez e dessa vez, infelizmente, ainda não dá. Mas é aquele tal negócio: nunca devemos tomar decisões quando estamos muito felizes ou muito tristes. Com uma boa noite de sono a gente chega na melhor conclusão do que é melhor para todos e, principalmente, para o Sampaio Corrêa.

Instabilidade emocional acentuada
- Conversamos bastante com eles (jogadores). A instabilidade emocional é clara, isso é evidente. E não sei porque isso se instalou num time tão experiente, de tanta qualidade, um clube que paga em dia. O talvez o peso, com tanta vontade de acertar, acaba atrapalhando. O time não está conseguindo ser aguerrido e estamos perdendo para nós mesmos. Foram três derrotas com seis falhas nossas. Emocionalmente o time está instável. Então, é muita conversa. Estamos tentanto para ver se esse grupo reage, mas é aquilo: futebol não é uma ciência exata. Já participei de muitos grupos. Às vezes dá certo, outras vezes não dá. O segredo é continuar trabalhando, seja aqui ou em outro grupo. Às vezes tem um grupo inferior, que ganha em motivação e de repente acende. Espero que o Sampaio consiga se acender e perder essa instabilidade emocional.

Tags: Sampaio Corrêa, Carioca Série B1

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