Presidente vê Ítalo del Cima como opção para os grandes

Estádio Ítalo del Cima (Foto: Gabriel Andrezo)

Estádio Ítalo del Cima (Foto: Gabriel Andrezo)

Estádios da cidade podiam ser opção se grandes os olhassem com carinho, diz João Neto

Redação FutRio
Postado às 09:53 de 24/05/2013
Carioca Série C

O Estádio Ítalo del Cima já foi palco de grandes partidas envolvendo clubes do Rio de Janeiro e até um Fla-Flu já recebeu, nos anos 80. Atualmente, a praça esportiva vive uma realidade diferente, com o declínio do Campo Grande à Série C e demora na liberação de laudos junto à Federação. No entanto, nem isso tira a importância histórica do local e o presidente do Galo da Zona Oeste, João Ellis Neto, acredita que o campo ainda poderia ter utilidade para os grandes clubes cariocas, que vivem atualmente às voltas com problemas para mandarem seus jogos.

Sem o Maracanã, em fase de testes, e o Engenhão, ainda interditado por problemas estruturais, Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco precisam, por vezes, recorrer ao interior do Estado ou mesmo outros lugares fora do Rio de Janeiro para mandarem suas partidas. Na opinião do presidente do Campusca, os clubes maiores poderiam ajudar os clubes menores da cidade do Rio de Janeiro e fazer parcerias para que essas praças voltem a ser lugares rentáveis para jogos.

- Já ouvimos propostas, mas nada definitivo. O que houve de mais concreto foi na época do Pan, quando a Prefeitura nos procurou. O estádio seria sede, não aconteceu. No Rio, as grandes equipes não têm estádios, precisam ir a Juiz de Fora, Macaé, Volta Redonda… Não falo com desprestígio, todos têm qualidade, mas campos como o nosso, o do Bangu ou o da Portuguesa, podiam ser mais rentáveis aos clubes maiores, se eles olhassem com mais carinho para esses lugares – disse João, em entrevista ao programa “FutRio na Geral”, na Rádio FutRio.

Mesmo com o Ítalo del Cima sem receber uma grande reforma estrutural há alguns anos, o espaço ainda pode receber 18 mil pessoas, de acordo com o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol (CNEF), divulgado pela CBF em outubro do ano passado. Sem contar o Maracanã e o Engenhão, o Ítalo é o terceiro estádio do Estado do Rio de Janeiro com maior capacidade de público, atrás apenas de São Januário (24.585) e Raulino de Oliveira (20.255), empatado ainda com o Mourão Filho, a Rua Bariri, que pertence ao Olaria (18 mil pessoas).

João Ellis Neto afirma que o Campo Grande não parou no tempo e que a sede do clube da Zona Oeste ainda tem espaço físico suficiente para receber eventos de maior porte:

- Às vezes, até achamos engraçadas certas coisas que ouvimos, porque moramos na Zona Oeste, que hoje é considerada uma “extensão” da Barra da Tijuca. Mas há muito tempo em Campo Grande que não se usa fax, mas computador. Temos telefone, rádio, às vezes as pessoas se esquecem disso.