Furando a rede: confira a coluna do dia 15 de junho
Coluna está bombando: tem Segundona, São Cristóvão, Mesquita e muito mais!
O Campeonato Carioca série B está neste momento chegando a metade da sua fase final e vem simplesmente com 5 equipes com chances reais de acesso e todas as outras ainda com chances. Isso demostra o alto nível da chamada segundona do Rio. Se destacarmos aqui a ausência, pela primeira vez na história deste campeonato, das duas equipes que vieram da elite ano passado (America e Cabofriense) nesta fase as minhas palavras iniciais ganham outra dimensão… pois se esperava que essas equipes retornassem logo à Primeirona Carioca. Mas o que vemos na real é um nível altíssimo na disputa e uma gana nunca antes vista de cada jogador, de cada treinador e por que não dizer de cada dirigente em subir este ano e figurar na primeira divisão em 2013. Vale lembrar que, neste sábado 16, a fase decisiva chega a sua metade exata e que o “segundo tempo” vai entrar rachando e só podem subir duas equipes… o momento é de não relaxar, não perder foco e principalmente acirrar a disputa, não dá para deitar na cama da liderança e acordar em quinto lugar, vamos que vamos, a Segundona este ano está de Primeira.
Agora vamos falar do lado triste da SEGUNDONA, que foi na Figueira de Melo, mais especificamente no campo do São Cristóvão… o que foi este ano para os Cadetes… a morte do Josenildo Belot, um patrocínio forte que veio mas que sua verba foi mal gerenciada, instalações dignas de pena, não faltou conversa e conselho e por fim veio o rebaixamento para a TERCEIRONA, literalmente ocorreu ali uma tragédia grega com vários indicativos de que a coisa não ia bem no meio do percurso mas não foi feito nada… agora é torcer para que 2013 seja melhor.
E o Campeonato Brasileiro Séries C e D que não começa nunca. A CBF às vésperas de organizar uma Copa do Mundo não consegue resolver uma questão judicial interna com diversos clubes pleiteando sua vaga na justiça… É liminar pra tudo que é lado. Os clubes que se propuseram a jogar estão parados, gastando dinheiro para promover amistosos e o dinheiro que já curto… tem clube desesperado com o constante adiamento do início desta disputa, será que começa na semana que vem mesmo?!
Rapidinhas
• A imagem do São Cristóvão
Procurados pela Fox Sports, para fazer uma matéria sobre o rebaixamento, a diretoria recusou, pois, segundo ela, a renovação do contrato com a atual patrocinadora estava pra acontecer e, no momento, qualquer mídia negativa poderia melar o negócio. Espera ai! Tem mídia pior que o rebaixamento à Série C do Rio de Janeiro?
• Factóides
Aos torcedores do Flamengo está de volta a época dos factóides. Pra quem não conhece, esse tipo de informação serve pra colocar panos quentes nas crises e fazer a galera esquecer o momento ruim. Vamos lá então. Tantos nomes foram citados como possíveis reforços, certo? E a grana? Vou explicar melhor, o Fla entrou em reta de eleições para presidente…sacou?
• Salvos pelo gongo
O Mesquita foi salvo pelo gongo. Nos últimos três anos o Tubarão da Baixada disputou o grupo X. Este ano o susto foi maior. A esperança agora é para que tenha sido válido o susto e que tenha servido de aprendizado para as próximas edições.
Rolando a Bola entrevista hoje Renan Coelho, fisioterapeuta do Al Raed F.C. e nos conta um pouco de sua experiência de vida do Nova Iguaçu para o Mundo Árabe
Hoje o entrevistado do Rolando a Bola é Renan Coelho, fisioterapeuta do Al Raed S. FC, da Arábia Saudita. Neste bate papo ele nos conta um pouco das dificuldades encontradas nos quase quatro anos trabalhando no Oriente Médio. Renan passou pelo Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita e Artsul até chegar no Mundo Árabe. Renan está sendo sondado pela Seleção da Arábia Saudita, com planos para a Copa do Mundo no Brasil.
FutRio: Como é para um Tupiniquim ser considerado o melhor fisioterapeuta na Arábia?
Renan Coelho: Cara, estou há quase quatro anos na Arábia Saudita e hoje estou bem mais adaptado pois, assim que eu cheguei foi complicado, pois, falava um pouco inglês e o pessoal lá quase não fala inglês, eles são beduínos. Os primeiros meses foram de desconfiança, quando fui pra lá tinha 24 anos. Tinha muita cobrança, e, como era estrangeiro e brasileiro era muito cobrado. Lá é tudo muito diferente do Brasil.
FutRio: Como driblou a desconfiança?
Renan: Foi a minha força de vontade. Eu queria muito trabalhar no exterior e tive essa oportunidade. Eu abdiquei da minha vida social, mas, você consegue ajuntar dinheiro, quando vi isso me motivei mais. Pelo trabalho que desenvolvi lá fui lembrado, inclusive, para a seleção Árabe, mas, o meu presidente não autorizou.
FutRio: E como você se vira por lá nos relacionamentos?
Renan: Não tem como. Eu hoje tenho minha namorada, que ficou comigo lá uns 15 dias, mas, é tudo meio difícil lá. Não tem como você ter relacionamentos por lá.
FutRio: E as tentações?
Renan: Lá não tem opção. Você tem que ficar 100% focado, concentrado no trabalho. Lá não tem bebida alcoólica, é totalmente proibido, não tem discoteca, boite, não tem nada disso. Lá é um lugar atípico, não tem nada. Eles são muito religiosos. Tem as mesquitas, onde eles realizam as rezas deles. A única diversão é ir para o deserto, conversar, comer tâmaras. Mas, eu não tenho do que reclamar não. Estou muito bem lá. Não tenho do que reclamar, principalmente do meu presidente sempre muito correto comigo.
FutRio: Qual conselho você daria pra quem quer se aventurar no Oriente Médio?
Renan: Olha, tem que estar muito focado. É um excelente lugar pra você trabalhar, ganhar seu dinheiro. Se você quer crescer profissionalmente lá é muito bom lugar, agora, se você pensa em querer curtir a mesma vida que você curte aqui, não adianta ir. Pois, lá eu vivi esses três anos na maior solidão, minha vida se resimua em ficar em casa na internet e no trabalho.
FutRio: E o calor?
Renan: Lá às vezes a gente treina às 23h, e joga às 20h. Durante o dia chega aos 50°.
FutRio: Nesse tempo em que você está no AlRaed, já teve algum desafeto?
Renan: Não, cara. Fiz grandes amigos, lá todos me adoram. Me chamam de Doutor. Sempre me ajudaram muito, em todos os aspectos. Lá eu já resisti a seis comissões técnicas, então isso mostra que eles gostam muito de mim.
FutRio: O clube que você trabalha, o AlRaed pode se comparar a qual clube aqui no Brasil?
Renan: Hoje seria equivalente ao Sport Recife, ao Náutico. Pra você ter uma idéia, quando cheguei o clube brigava pra não cair, agora briga pra disputar a Copa do Rei, onde se classificam os oito melhores clubes do país. Temos a 5ª maior torcida da Arábia Saudita. Em Bureidah, temos mais torcida que muitos clubes grandes da Arábia.
FutRio: Já passou por alguma saia justa por lá?
Renan: Isso acontece, e serve de conselho pra quem quer ir trabalhar lá; tem que chegar e conhecera cultura do país, aprender e respeitar. Acho que esse foi o ponto chave que tive lá e por isso eles gostam de mim. Já tive momentos, quando cheguei, de ser expulso do Shopping e não poder entrar pois à noite só podem entrar mulheres e famílias. Homem sozinho não pode entrar. As vezes ia no mercado e tinha que sair porque entrava a hora da reza. Lá nessas horas nada funciona. Não posso andar de camiseta e bermuda somente abaixo do joelho.
FutRio: Uma pessoa pra quem você rolaria a bola?
Renan: Fiz vários amigos no futebol, tenho que agradecer a várias pessoas, mas, tem uma em especial que é muito próximo, é um cara que admiro muito, pelo homem que é, pelo caráter que tem e que me ensinou muito também, que é o Edson Souza, hoje é técnico da Portuguesa da Ilha. Eu já trabalhei com ele três vezes, duas no Nova Iguaçu e uma lá no AlRaed. É um cara que eu rolo a bola pra ele. Outro é o Fábio Lefundes, preparador Físico que já trabalhou comigo.
FutRio: E pra quem você nunca rolaria a bola?
Renan: Eu quase não fiz inimigos no futebol, mas, tive uma passagem no Angra dos Reis, e até hoje não recebi deles. O presidente lá não pagou a gente, não sei porque, mas não pagou, pois, tinha um projeto muito legal. Se tem uma pessoa pra quem eu nunca rolaria a bola é para George Fedrisi, presidente do Angra dos Reis. Até hoje não recebi. Não foi só comigo, foi com muitas pessoas, e isso me marcou muito pois foi o pior momento que passei no futebol.
Nosso torcedor hoje é americano roxo, quer dizer, rubro. Trata-se de José Costa da Paz, de 64 anos, e morador da Chatuba, em Mesquita. Zezinho, como é chamado, é pedreiro, e pede a mudança de diretoria para melhorar o Mecão.
“É a diretoria, tem que trocar todo mundo. Tem que mudar o presidente e mudar tudo. A torcida do América é muito grande e este estádio não segura não. A solução é tirar a diretoria e mudar tudo, pois assim a torcida não comparece pois, é a força desse clube mas, do jeito que está não tem como. Com nova diretoria vem um novo time, mais forte para buscar o acesso”.







